Maestrick – “Espresso Della Vita: Lunare” (2025)
Frontiers Music
#ProgMetal #PowerMetal #ProgPowerMetal
Para fãs de: Haken, Angra, Dream Theater
Texto por Luiz Gustavo Santos
Nota: 10
Sabe aquela banda underground que você tem vontade de esfregar na cara do mundo e gritar: “OUÇAM ESSES CARAS!!!”? Pois esse é exatamente o meu sentimento desde que conheci o Maestrick, em 2018, através do disco Espresso Della Vita – Solare (leia a resenha aqui).
De lá pra cá, a banda só cresceu, mantendo uma agenda consistente de shows, incluindo uma apresentação no maior festival de Metal brasileiro da atualidade, o Bangers Open Air, realizado no último mês de abril. Em termos de formação, a principal novidade é a entrada do guitarrista Guilherme Henrique, que faz um trabalho excelente neste novo álbum.
Oriundo do interior de São Paulo e com cerca de 20 anos de estrada, o Maestrick possui uma sonoridade única. O grupo consegue misturar com maestria elementos que vão desde a música brasileira raiz até as origens do rock’n’roll dos anos 50, passando pelo Power Metal e pelo Prog. Se por um lado, na sua faceta Prog Metal, a banda remete ao Haken, e na brasilidade, ao Angra, por outro já consolidou uma identidade própria — um caldeirão de influências que resulta em algo realmente diferente de tudo o que se ouve por aí.
Espresso Della Vita: Lunare reúne tudo o que o Maestrick sabe fazer de melhor. A vertente mais progressiva brilha em faixas como a belíssima e grudenta (no melhor sentido) “Upside Down”, na climática “The Root” e na épica “The Last Station (I A.M. Leaving)”, que encerra o disco com grandeza. Os traços de brasilidade são fortemente sentidos em “Agbara”, enquanto “Ghost Casino” flerta com os primórdios do rock e do jazz. Já “Lunar Vortex” entrega uma pegada mais voltada ao Power Metal. Ainda assim, vale ressaltar que este é um álbum para ser ouvido como um todo — com atenção e paciência, degustando cada camada, como se fazia antigamente.
Outro destaque inegável é a performance de Fábio Caldeira, vocalista e pianista da banda, que brilha ao longo de todo o álbum. Os convidados especiais também elevam o nível do trabalho: Tom S. Englund (Evergrey) participa da divertidamente insana “Boo!”, Jim Grey (Caligula’s Horse) marca presença em “Agbara”, e Roy Khan (ex-Kamelot) empresta sua voz poderosa à já mencionada “Lunar Vortex”.
Disco nota 10 — e mais uma ótima oportunidade pra eu gritar: OUÇAM ESSES CARAS!!





