Megadeth – “Behind the Mask” (2026) (Documentário)
Trafalgar Releasing – Movie Platform 2026 Powster
#ThrashMetal #HeavyMetal #Metal
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 10
Seria uma cotidiana sessão de cinema, não fosse para assistir ao filme documentário do Megadeth, “Behind the Mask”. A data oficial para a exibição mundial era 22/01/2026, quinta-feira, um dia antes do lançamento do seu novo álbum (confira a resenha por Johnny Z. em nosso site). No entanto, houve apresentações extras no sábado, 24/01/2026, no período vespertino. Sendo assim, compareci a uma dessas salas de cinema ao propósito de trazer a vocês minha opinião sobre o filme que faz parte da despedida do quarteto californiano.
O documentário conta com a apresentação do próprio Mustaine, como não poderia deixar de ser. Afinal de contas, ele é cérebro, coração e alma de toda essa criação. Não há convidados e tampouco testemunhos, dessa forma, o relato de cada passo dessa história é, exclusivamente, de Mr. Mega Dave. Há exceções, pois algumas cenas anteriores se encaixaram no documentário, como por exemplo, a entrevista que Dave Mustaine disse estar livre do câncer, ou ainda, o Megadeth recebendo a premiação do Grammy pelo álbum “Dystopia”.
As novas composições
As músicas do álbum homônimo, décimo sétimo da discografia do Megadeth, se apresentam uma a uma, sendo que cada uma delas tem o seu vídeo. Nos intervalos entre as exibições das novas composições, Dave Mustaine fala sobre o processo de criação de cada riff, assim como de cada respectiva letra e a participação de cada membro de seu time atual. Ao mesmo tempo, ele contou um pouco da história da discografia, de cada fase da carreira e de cada line-up diferente que passou pelo Megadeth através dos anos. Fora isso, o enredo conta com o relato de fatos tristes sobre a vida difícil de Mustaine, mas enfatiza que ele venceu todas essas dificuldades e está muito perto de cumprir sua missão.
Como foi ouvir as músicas do álbum “Megadeth” pela primeira vez durante o filme “Behind the Mask”?
Já quando anunciaram “Megadeth” e, posteriormente, “Behind the Mask”, optei por não ouvir nenhuma música do novo álbum antes do filme. Portanto, meu primeiro contato com as dez novas composições e o cover do Metallica, “Ride the Lightning”, foi no cinema ao assistir ao documentário.
Imagino que, certamente, foi muito mais fácil entender cada uma das canções do novo trabalho com as devidas explicações de Dave Mustaine. Ao contrário de muitos fãs que esperavam uma sucessão avassaladora de“The Sick, the Dying… and the Dead!” que é, inegavelmente, excelente, entendi o propósito de álbum atual ser como é. Concluindo, “Megadeth” é longe de ser um dos clássicos do Megadeth. Contudo, é um disco honesto dentro de seu objetivo e, de verdade, não há nada que o desabone.
Quase encerrando, Dave Mustaine falou sobre o fato de ter gravado “Ride the Lightning”. Ele garantiu que não foi pegadinha, picuinha ou revanche. Mas, era necessário e justo homenagear essa parte importante de sua carreira musical. Enfim, o nosso encrenqueiro favorito agradeceu a todos que passaram pelo Megadeth, ao próprio Metallica e ao suporte dos fãs, sendo antigos ou novos, durantes todos esses anos de uma história gloriosa.
Vamos sentir sua falta, Mr. Mustaine, entretanto, saiba que você fez o melhor que poderia fazer.






