Mezzrow – “Summon Thy Demons” (2023)
Fireflash Records | Shinigami Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Testament, Xentrix, Exodus, EvilDead, Defiance, Suicidal Angels
Texto por Johnny Z.
Nota: 8,5
O Mezzrow, vinda da Suécia e formada em 1987, é mais uma banda de Thrash Metal das antigas voltando às atividades e lançando seu apenas segundo álbum 33 anos após sua estreia com “Then Came The Killing” (1990).
Praticamente poucos fãs aqui na américa do sul conheciam a banda, então creio que para 99% das pessoas que estão lendo essa resenha será como uma ‘novidade’ (risos). E eu me incluo nisso, pois nunca tinha ouvido falar nesses caras na vida!
Enfim, formada atualmente pelos únicos membros remanescentes da época, Uffe Pettersoon (vocal/ex-Rosacruz) e Conny Welén (baixo/ex-Hexenhaus), a banda hoje conta com Magnus Söderman (guitarra/Nightrage), Ronnie Björnström (guitarra, ex-Defiatory, ex-Aeon) e Jon Skäre (bateria/Defiatory, Hulkoff), e foi com esse time que a banda despejou em “Summon Thy Demons” um Thrash Metal extremamente pesado, repleto de palhetadas brutais e uma grande influência de bandas mais da Bay Area americana.
Nada que mude o mundo ou seja descomunal ao ponto de superar suas maiores referências e influências, mas um som tipicamente violento e honesto que fará os amantes das famosas ‘cavalgadas de mão direita’ em polvorosa.
Na minha modesta opinião, e bem longe querer minimizar alguém, o Mezzrow é a versão sueca do Xentrix, que por sua vez é a versão inglesa dos americanos do Testament, que beberam na fonte do Metallica, se é que vocês me entendem (risos).
A produção e mixagem foram um fator preponderante para manter o alto nível da pancadaria nesse trabalho. E é exatamente isso que os ouvintes terão: Pancadaria do começo ao fim. As vezes umas melodias aqui e ali, principalmente nos solos, mas o foco mesmo é te acertar bem no meio do queixo (várias vezes).
Para finalizar, e sem querer estender muito, o Mezzrow consegue unir com prioridade a áurea dos anos 90 com a sonoridade moderna de agora, mesclando com um pouco de Speed Metal aqui e ali.
Entre as 10 faixas de “Summon Thy Demons”, destaco as poderosas “King Of The Infinite Void”, uma verdadeira pancada com um belo refrão para cantar junto, a quebra pescoço “Through The Eyes Of The Ancient Gods”, a total Speed Metal oitentistas “What Is Dead May Never Die”, a rifferama/palhetada de “De Mysteriis Inmortui”, a totalmente Testament com Suicidal Angels “Beneath The Sea Of Silence”, a técnica, cheia de feeling, climas e mudanças de ritmos “Blackness Fell Upon The World” e a avalanche destruidora de “The End Of Everything” que se não te impactar significa que você está morto!
Ouça alto, não espere inovações, mas espere muitas, mas MUITAS escoriações! Thrash com ‘T’ maiúsculo!
Me sinto envergonhado por não ter conhecido essa banda lá nos anos 90, enfim, antes tarde do que nunca.





