Michael Sweet diz que não gosta do rótulo “Rock Cristão”

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Michael Sweet diz que não gosta do rótulo “Rock Cristão”

Texto/Colaboração: Paula Jabur
Edição: Cristiano Ruiz
Fotos: Divulgação

Para Michael Sweet, o Stryper é uma banda de Rock formada por cristãos, mas não uma banda de “Rock Cristão”. O vocalista explicou essa diferença em uma publicação no Facebook e, da mesma forma, apontou cinco motivos para não gostar do rótulo. Entre eles, está a ideia de que essa classificação pode afastar justamente quem ainda não conhece a música do grupo.

Sweet acredita que a religião dos integrantes não deveria definir o gênero musical de uma banda. Ele compara a situação a outras profissões: ninguém costuma procurar um médico, advogado ou encanador porque ele se apresenta como cristão.

“Quando pensamos melhor, não usamos o termo ‘cristão’ para tudo na vida. Quando procuramos um encanador, um médico ou um advogado, não saímos atrás de profissionais que se identificam como cristãos. Sempre achei estranho esse termo ‘Rock Cristão’. Música é música. Existem vários gêneros, mas ela não deveria ser dividida ou estereotipada dessa maneira”, escreveu.

Outro incômodo é que, para ele, a expressão soa artificial e acaba colocando bandas diferentes em uma mesma categoria. Sweet citou Bloodgood, Guardian e Petra como exemplos de grupos que prefere enxergar simplesmente como bandas de Rock.

O rótulo pode afastar novos ouvintes

O argumento mais importante para Sweet, porém, é o impacto que essa classificação pode ter sobre o público. Segundo ele, muitas pessoas deixam de ouvir o Stryper assim que descobrem que a banda é identificada como cristã.

“Quando alguém que não é cristão ouve o termo ‘banda de Rock Cristão’, muitas vezes nem quer escutar. Sei disso por experiência própria. Como somos conhecidos dessa forma, há muitas pessoas que não nos dão uma chance. Se fôssemos apresentados apenas como uma banda de rock, talvez elas ouvissem nossa música e depois conhecessem a mensagem cristã que transmitimos”, afirmou.

Sweet também lembrou que, na época em que as lojas de discos eram comuns, os álbuns do Stryper costumavam ficar na seção de música cristã, separada das demais categorias. Isso dificultava encontrar os trabalhos da banda para quem procurava seus discos na área de Rock.

Ele ainda comentou que conhece músicos ligados ao cenário cristão que considera genuínos em sua fé. Entre os nomes citados estão Les Carlson, Jamie Rowe, John Cooper, Kevin Young, Matt Smith, John Schlitt, Barry Graul e Marcos Curiel.

“Nunca tive vergonha de cantar sobre Jesus”

Depois de explicar suas críticas ao rótulo, o vocalista fez questão de deixar claro que não está tentando esconder sua fé. Segundo ele, essa interpretação distorce completamente o que quis dizer.

“Algumas pessoas me entendem mal e pensam que tenho vergonha de subir ao palco e cantar sobre Jesus. Sou uma das pessoas menos envergonhadas do planeta quando se trata disso. Canto sobre Jesus com orgulho, noite após noite, em todos os palcos, há 43 anos. Isso não tem nada a ver com minha fé ou com minha postura em relação a Cristo.”

“Tenho orgulho de levantar a bandeira cristã. Só nunca levantei a bandeira do rock cristão”, declarou.

Stryper segue ativo após mais de 40 anos

Formado nos anos 1980, o Stryper conquistou espaço com músicas como “Calling on You”, “Honestly” e “Always There for You”, que chegaram ao Top 40 da Billboard. O álbum To Hell with the Devil, de 1986, tornou-se um dos trabalhos mais conhecidos da banda. O grupo também teve duas músicas simultaneamente entre as dez mais exibidas da MTV.

Mais recentemente, lançou When We Were Kings, em 2024, e Throne of Thorns, seu 18º álbum de estúdio, em setembro de 2026, pela Frontiers Music Srl.

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