Motörhead – “The Manticore Tapes” (2025)

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Motörhead – “The Manticore Tapes” (2025)

BMG
#RockNRoll #Metal

Para fãs de: Motörhead (são únicos!)

Texto por Mauro Antunes

Nota: 8,5

É incrível como, mesmo quase 10 anos após seu falecimento, o mito Lemmy Kilmister ainda consegue nos surpreender! Dez anos se passaram desde o também clássico Bad Magic (2015), e finalmente temos à disposição da gigantesca legião de fãs o registro da primeira gravação em estúdio do Motörhead, ocorrida em 1976.

The Manticore Tapes é frequentemente citado como o “álbum perdido” do Motörhead, e, cá entre nós, pode ser chamado de qualquer forma, mas o essencial é termos acesso, ainda que tardio, a este documento histórico — uma verdadeira pérola do Heavy Metal.

O registro traz 11 faixas, sendo três delas com diferentes takes, o que nos permite quase considerá-lo um EP. A primeira faixa, simplesmente intitulada “Intro”, é demolidora (sim, é aquela mesma que aparece no EP Beer Drinkers and Hell Raisers, de 1980), uma verdadeira jam session em que Lemmy e companhia já demonstravam que eram músicos de essência, e não apenas garotos querendo fazer um som por diversão.

A segunda faixa, “Leavin’ Here”, tem uma pegada muito similar à dos Ramones, sendo mais rápida e crua do que a versão encontrada no EP On Parole (1979). “Vibrator”, “Help Us Keep the Road” e “Motörhead” seguem a mesma linha, especialmente esta última, que evidencia a química e a conexão infinitas entre Lemmy e Phil Taylor. Os caras já estavam prontos para conquistar o mundo, e o resto é história.

“Witch Doctor” e “Iron Horse / Born to Lose” aparecem aqui em versões instrumentais, mais uma vez destacando o caráter de jam session do trabalho como um todo. Ainda temos “Leavin’ Here”, “Vibrator” e “The Watcher” em versões ligeiramente alternativas, que valem tanto pela diversão quanto pelo valor de coleção.

Pessoalmente, em todas as faixas, continuo preferindo as versões clássicas que conhecemos há décadas. Mas é inegável que ouvi-las na forma como foram concebidas originalmente em estúdio é um verdadeiro deleite para quem passou parte da vida cultuando o Motörhead. Colecionadores nem podem pensar em deixar essa peça de fora de sua coleção física. Afinal, estamos falando de Motörhead — e isso já é mais que suficiente. Ouça e compre!

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