
My Dying Bride – “Macabre Cabaret” (2020)
Nuclear Blast
#DeathDoomMetal, #GothicDoomMetal
Para fãs de: Novembers Doom, Paradise Lost, Anathema (antigo)
Nota: 7,5
“Macabre Cabaret” é o título do EP e último trabalho do My Dying Bride lançado em 2020, e embora ela tenha mínimas peculiaridades, soa como uma continuação ou talvez sobras do registro completo também lançado em 2020, “The Ghost Of Orion”. Os destaques do “extended play” são, com certeza, as linhas de guitarra personalizadas de Andrew Craighan (que geralmente não decepciona) e a desempenho perfeito de Shaun MacGowan nos teclados.
O EP assim como o álbum anterior tem um apelo mais “comercial”, com faixas cristalinas e um tanto previsíveis — pré-moldadas. Há também, a persistência de um efeito nos vocais que, embora sutil, vai se tornando cansativo, e por não variar acaba por tirar o brilho e a emoção das composições. Afinal, os vocais emotivos e flexíveis sempre foram uma das marcas do My Dying Bride; vide as faixas consagradas dos trabalhos anteriores.
Quanto ao conteúdo, destaca-se a faixa título com sua introdução impecável nos teclados e sua sucessora, “The Secret Kiss”, que possui uma estrutura muito similar a “Your Broken Shore”, composição do supracitado “The Ghost Of Orion”. Nela, os também já citados efeitos vocais são proeminentes, sendo algo que lhe rouba grande parte dos atrativos.
“Macabre Cabaret” não é um trabalho de todo ruim, mas passa longe de dissertar sobre as qualidades e méritos de uma banda do porte do My Dying Bride. Infelizmente ele não tem forças para se equiparar a outros lançamentos dos britânicos, não como um ponto baixo na discografia, mas ficando num médio nível — possuindo os mesmos defeitos e qualidades de “TGOO”.
Para quem gostou do álbum, esse EP é um excelente complemento. Mas para fãs que esperam algo similar ou mesmo próximo aos clássicos que a banda lançou no passado, o que resta é aguardar e tentar assimilar o que se tem mãos. A dúvida que fica é, essas mudanças um tanto bruscas foram pensadas pela banda ou impostas pela nova “major”?
Weverton Ribeiro





