NorthTale – “Eternal Flame” (2021)

Northtale
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NorthTale“Eternal Flame” (2021)
Nuclear Blast | Shinigami Records

#PowerMetal, #MelodicMetal, #SpeedMetal

Para fãs de: Stratovarius, Gamma Ray, Hammerfall

 

Nota: 9,0

Apesar de praticamente recém-nascidos, poucas bandas originadas nos últimos 15 anos tiveram uma ascensão tão meteórica em seu início de carreira quanto o NorthTale. Após o aclamado “Welcome to Paradise” em 2018, a banda multinacional de virtuosos aposta em uma fórmula com pouquíssimas mudanças em seu novo álbum, “Eternal Flame”, mas dessa vez com Guilherme Hirose assumindo os vocais.

Como fã do gênero, confesso que não é segredo que tem sido muito difícil ser surpreendido dentro do power metal. As fórmulas têm sido repetidas ano após ano, e o gênero se tornou extremamente previsível. As bandas têm precisado se arriscar muito para trazer inovações que agradem ao público, e falham na maioria das vezes. O NorthTale nem sequer se aventurou a reinventar a roda nesse álbum, mas certamente é uma audição que surpreende em alguns momentos, e certamente está entre os melhores álbuns do gênero que ouvi nos últimos tempos.

Em alguns trechos, a banda busca se garantir em terreno firme, onde não há muito jeito de errar e desagradar aos fãs. Isso se observa no cover de “Judas Be My Guide”, de Iron Maiden, e na faiscante “Future Calls”, que seria apenas mais um power metal ordinário se não fosse pela presença de Kai Hansen e seu filho Tim, entregando uma performance que desequilibra completamente a balança do julgamento (risos). Sem tempo para respirar, é uma honra ouvir “The Land of Mystic Rites”, certamente a mais inesperada na minha audição. A banda aproveita o sangue tupiniquim de alguns de seus integrantes entregando uma canção à melhor moda Holy Land (Angra), com uma levada abrasileirada de maracatu e sonoridade em mixolídio, além de coros afro-brasileiros precedendo um power em sua melhor forma. Apesar da intenção inevitavelmente lembrar os trabalhos da época áurea do Angra, a canção tem uma identidade própria, e certamente é outro ponto alto do álbum.

“Eternal Flame” é um trabalho excelente, que fez jus ao seu predecessor e às expectativas da comunidade, entregando ainda um pouco mais de peso e versatilidade. O instrumental é puro metal líquido nos ouvidos, com execuções impecáveis, e uma produção de ponta. Para quem está cansado das últimas produções dentro do power, vale a pena dar uma conferida.

Will Menezes

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