Obscene Metal Fest, São Paulo/SP (11/03/2017)

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Obscene Metal Fest
Local: Caneco Rock Bar (São Paulo/SP)
Data: 11/03/2017

Texto por Max Costa
Fotos por Eduu Queiroz e Max Costa

“O rock bar 6 canecos recebeu neste 11 de Março a primeira edição do Obscene Metal Fest. O festival organizado por Danny Kerak Troyll trouxe bandas de heavy metal tradicional, power e speed de toda a São Paulo e também Rio de Janeiro.

Em clima tranquilo, o lugar foi ganhado seus primeiros presentes já às 21 horas. Estes iam interagindo e bebendo no amplo ambiente externo, quando por volta das 22:30, as bandas começaram efetivamente suas apresentações.

A primeira banda a se apresentar foi o ArteetrA. O grupo iniciou seu show tocando com tranquilidade digna de uma banda experiente. Seu som limpo foi importante para trazer o público ao que interessava logo de cara. Chamaram a atenção o vocal nítido de Alexandre e o baixo bem timbrado no estilo Steve Harris, de Davi Rodrigues. O heavy metal tradicional do conjunto já deixava claro suas influências, e quando Alexandre anunciou que tocariam um cover, os primeiros riffs de “Grinder”, do Judas Priest foram ovacionados. O set list equilibrado, a nitidez de som e o carisma da banda trouxeram grande interação com o enérgico público, que respondeu à apresentação da banda com muita paixão. Entre os autorais e covers executados naquela noite, “The Trooper” e a seguida autoral, “Time to Survive”, finalizaram o set list do experiente Arteetra.

Setlist:

“The Face Of Angels”
“Hold On”
“Grinder” (Judas Priest)
“Follow The River”
“Dont Turn Away”
“Promised Land”
“The Trooper” (Iron Maiden)
“Time To Survive”

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A segunda banda a tocar foi o Facing Fear, banda do Rio de Janeiro que conta com duas garotas talentosas no baixo e vocal, e mais dois rapazes também cheios de presença e carisma na guitarra e bateria.

O vocal forte e cheio de vontade de Carina Oliveira trouxe de cara a comparação de seu timbre ao de Doro Pesch, vocalista famosa por sua voz grave, potente drive e representatividade feminina no metal. O tracklist vigoroso do Facing Fear possuía músicas autorais, no bom português, forjadas em letras marcantes e passagens grudentas. A receita garantiu a músicas como “Licantropia” e “Refugiado” uma execução memorável e participação instantânea do público. Mas não menos efetivos, os covers de “Night of the Demon” (Demon) e “Hooked on Metal” (Acid) foram extremamente acertivos e competentes!

O grupo fez bonito aqui na terra da garoa. Sua vinda do Rio de Janeiro mostrou que além possuir raça, o Facing Fear sabe se postar em dentro e fora dos palcos, com presença e muito carisma.

Set-list:

“Prisão Mental”
“Enfrentando o Medo”
“I Wanna Play the Sound”
“Licantropia”
“Night of the Demon” (Demon)
“Refugiado”
“Hooked on Metal” (Acid)
“Carruagem de Fogo”

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War Pride: O clima ficou pesado com os riffs rápidos da experiente banda de power metal nacional. A pegada exalada era puramente Power alemão dos primórdios do Hammerfall e Grave Digger. A velocidade do bumbo puxou as primeiras fortes bangueadas e o ritmo de guerra logo elevou os punhos dos presentes com os típicos “Hei! Hei! Hei!” como se estivéssemos nos ‘Túneis do Wacken’ .

Outra característica forte da banda foram os refrões épicos de fácil assimilação e coros graves em velocidade mais reduzida. Este humilde redator que vos escreve toma a liberdade agora para dizer que conhece muitos amigos que perderam ‘puta’ um show. Afinal, é fácil encontrar bandas assim em sua fonte européia, mas encontrar bandas sérias e autorais neste estilo carregando a nossa bandeira, é outra história.

Ao final, o Cover de “Rebellion”, do Grave Digger, finalizou a apresentação da banda com fervor!

Set-list:

“The Cult of Mystic Circle”
“Immortals Law”
“Warpride”
“Eye of The storm”
“Lonely Warrior”
“The Tale of Skullcrusher”
“Victory”
“Rebellion” (Grave Digger)

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Voltando do intervalo, o Heavy Metal ácido e elétrico do Sweet Danger manteve a energia no alto. Os vocais agudos trouxeram a força e essência puríssima do heavy metal oitentista! Toda a sincronia de palco, os riffs tradicionais, solos destacados, vocal e backing bem trabalhados no exato estilo Accept me transportaram diretamente para o videoclipe de ‘Painkiller’ ou para um show no século passado lotado de loiras, calças leg listradas, jaquetas de couro, cigarros e muita cerveja!!

A minha experiência com essa banda foi de insanidade indescritível. Seu som nostálgico e muitíssimo bem trabalhado equilibra profissionalismo, paixão e essência que daria inveja às suas próprias inspirações nos dias de hoje.

Set-list:

“Grim Reaper”
“Invoke the Wicked”
“Lust and Madness”
“Metal Mania”
“I Hate School Rules” (Exciter)
“Witch’s Brew”
“Runaway”
“All who Dare to Love You”
“Up to the Grave”

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O Breakout foi responsável por trazer mais heavy metal autoral com uma garota nos vocais. Os músicos subiram ao palco com entusiasmo e assim se mantiveram. A banda adiciona bastante velocidade ao heavy tradicional, resultando em riffs corridos e pedais duplos. A potente voz de Maíra interpretou as músicas em longo vocal range, mas por muitos momentos, os detalhes de sua voz foram suprimidos pelo instrumental alto. Isso não minou seu esforço, mas detalhes da apresentação ficaram perdidos entre o baixo poderoso e a guitarra aguda.

Chamou atenção o Set que trouxe muitos sons autorais, e o cover bem escolhido, “Warrior”, da banda Riot!

Set-list:

“Eyes of Evil”
“Amnesia”
“Nothing to Loose”
“Warrior” (Riot Cover)
“Offer no Resistance”
“Come On”
“Don’t Call it Luck”

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Para fechar o evento com chave de ouro, chegava a vez do Alcool . O grupo começou a tocar tarde, tanto pelo horário em que as bandas começaram quanto pela própria quantidades de atrações. Mas apesar do horário, a casa ainda continuava em bom numero e logo os remanescentes da noite cheia se puseram frente ao palco para o último mosh!

Ainda no começo, durante a passagem, o baixo destacado, o visual old school e o microfone alto faziam oferenda ao deus Lemmy. A banda logo fez sua passagem e seu som orgânico e rápido trouxe de volta a energia do ápice do show. A mensagem era simples, deem o seu máximo, façam seu melhor mosh, é para isso que estamos aqui!

Incessante e visceral, o speed/thrash do álcool então empurrou metal brazileiro madrugada a fora até que seu Set chegou ao fim. E acreditem, meus amigos, dia claro lá fora, 6 bandas e tinha filho da mãe (muitos) pedindo mais! Os caras não tiverem nem tempo de tirar a correia dos instrumentos do ombro. Os pedidos não deixaram. “Dead City” foi, então, o bônus escolhido. Quatro garotos em visual de décadas atrás, descabelados, com cinto de balas e um público fiel com cervejas para todo lado pedindo mais, em nome de mais um mosh. E assim o Obscene Metal Fest queimou mais um pouco de combustível até que o Alcool finalizava o festival a pleno céu claro.

Set-list:

“Purgatório”
“Sangue no Altar”
“Iremos Lutar”
“Conjuração”
“Somente a Morte é Real” (Em Ruínas)
“Extermínio”
“Selvagens da Noite”
“Dead City” (Violent Force)
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Graças a festivais como esse, meus amigos, a boca de ‘mimizentos’ que pregam que o metal morreu é calada. O trabalho apaixonado de cada profissional e o apoio incondicional de cada fã presente fizeram deste um bem sucedido e memorável festival.

Infelizmente, sim, ainda há aqueles que bostejam na Internet, dizendo de seus sofás confortáveis que a cena morreu. Mas enquanto isso, meus amigos, nas ruas da cidades o Heavy Metal reúne todos aqueles “os que fazem”, indepente de geração ou jurisdição, para apoiar a menor das bandas autorais a darem seus primeiros passos.

Diante disso, O Metal na Lata agradece ao produtor Dany Kerak Troyll, ao 6 Caneco Rock Bar e seus profissionais, ao fotógrafo Eduu Queiroz e todos os demais profissionais envolvidos, às excelentes bandas e, mais importante, ao público ‘foda’ do Obscene Metal Fest!!

Metal na Lata para as cabeças e até a próxima edição.

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