Onslaught – “VI” (2013)
(Relançamento 2026)
AFM Records | Voice Music
#ThrashMetal
Para fãs de: Slayer, Sodom, Exodus, Kreator
Texto por Caio Siqueira Iocohama
Nota: 9,0
Há bandas que tentam mudar a própria fórmula a cada lançamento. O Onslaught nunca fez muito esse tipo de coisa. Em VI, a ideia continua sendo a mesma: Thrash Metal rápido, pesado e sustentado por bons riffs do começo ao fim. Beirando os 40 minutos de duração, o grupo praticamente não tira o pé do acelerador.
A introdução “A New World Order” é a única faixa que foge desse padrão. Com uma atmosfera que remete a sonoridades de influência árabe, ela prepara o terreno para “Chaos Is King”, e aí acaba qualquer tipo de calmaria. A música já mostra a cara do álbum, com bateria acelerada e riffs que conduzem praticamente toda a audição.
“Fuel for My Fire” segue a mesma linha, mas chama atenção pelo riff principal, um dos mais pesados do disco. Depois dela vem “Children of the Sand”, uma das composições mais longas de VI. Sem perder o peso, a música trabalha um pouco mais a dinâmica e traz vocais de apoio que dão um clima diferente ao restante do álbum.
A sequência formada por “Slaughterhouse”, “66’Fucking’6” e “Cruci-Fiction” talvez seja o ponto mais forte do disco. A primeira é velocidade do começo ao fim, com uma bateria que praticamente não dá descanso. A segunda diminui o andamento, mas ganha espaço pelo peso. Já “Cruci-Fiction” tem o melhor riff de todo o álbum. É aquele tipo de música que te obriga a ouvir mais uma vez antes de seguir com a audição normal do disco.
“Dead Man Walking” aparece logo depois com uma abordagem um pouco mais melódica, sem deixar o Thrash Metal de lado. E quando parece que o álbum vai respirar pela última vez, “Enemy of My Enemy” encerra tudo da forma mais apropriada possível: acelerando novamente. Por volta de um minuto e quarenta, entra um riff que está entre os melhores momentos de VI e fecha o disco em alto nível.
O Onslaught nunca foi uma banda de complicar aquilo que funciona. VI prova isso durante toda a sua duração. Não há excessos, não há músicas esticadas além do necessário e praticamente todas as ideias giram em torno de riffs bem escritos. Em quase quarenta minutos, a banda entrega um álbum consistente e que merece ser lembrado entre os bons trabalhos dessa fase mais recente. Talvez não alcance o mesmo status de alguns de seus álbuns anteriores, mas também passa longe de ser um simples coadjuvante na discografia do grupo, que depois de VI foi complementada com o fantástico Generation Antichrist (2020) e Origins of Aggression (2025).





