
Overkill – “Live in Overhausen” (2018)
Nuclear Blast
#ThrashMetal
Para fãs: Exodus, Testament, Nuclear Assault
Nota: 9,5
Nem só de Big Four vive o Thrash Metal americano, aliás, muito se encontra escondido sob a sombra daquele seleto grupo. Tomemos como exemplo o Overkill.
Oriundos de New Jersey, o quinteto possui um verdadeiro legado na história do Metal estadunidense, contabilizando dezoito álbuns (não incluindo eps e nem ao vivos) em uma discografia rica e bem construída, merecendo até um posto de coadjuvante em um fictício Big Five.
O Overkill molda sua história por meio de intensos e eletrizantes riffs desde o início dos 80, e podemos perceber com isso que Bobby “Blitz” Ellsworth e seus comparsas são realmente uma banda de palco, surgida para atear fogo no auditório e hipnotizar o pessoal dos coletes encardidos e dos cinturões de bala enferrujados.
“Live in Overhausen” é mais uma boa demonstração do poderio beligerante desses senhores. Englobando um pouco de casa fase mais importante do grupo, temos aqui Thrash Metal real, portentoso e impactante. Somente o clássico, o orgânico, o impiedoso.
Uma das características mais marcantes do quinteto reside nas poderosas intervenções de baixo de D.D. Verni, sem dúvida um dos melhores no seu segmento. Em “Live in Overhausen” chega a ser admirável como esta parte vital da cozinha está tão bem trabalhada e realçada, a fim de conduzir e fornecer ainda mais peso às composições, que por sinal são numerosas e abrangentes.
Gravado em Oberhausen (Alemanha), temos parte da imensa carreira de quase quatro décadas da banda revisitada de forma simples, direta, amparada por uma boa produção, que sem grandes floreios fez bem o seu papel. O groove das guitarras é impecável e Blitz, demonstrando todo seu carisma situado entre Bon Scott e Udo Dirkschneider, domina e subjuga seus súditos a cada berro esganiçado, a cada palavra de agradecimento. Meus amigos, “Live in Overhausen” é uma surra de Overkill!
Obviamente, muito ficou de fora, mas o que está contido aqui reflete uma história de glórias e conquistas. Pérolas do Thrash americano nos moldes de “Coma”, “Thanks for Nothing”, a versátil “Frankenstein”, “Horrorscope, “Nice Day for a Funeral”, “Rotten to the Core”, entre tantas outras, marcam importante presença aqui.
“Live in Overhausen” traduz para a realidade o Thrash genuíno, sem vanguardismos, apenas energia pura, pra você entrar no clima e partilhar com a seleta platéia alemã de toda esta experiência marcante. Apesar de ser um admirador, o Overkill nunca esteve entre meus preferidos do gênero, mas esse foi o disco da minha redenção. Não menos que excelente.
Ricardo L. Costa





