Overthrash – “Until Death” (2017)

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Overthrash“Until Death” (2017)
Independente

Nota: 8,0

Farei aqui uma analogia, a princípio meio ‘non sense’ mas, certamente, compreensível ao final dessa resenha.

Na audição do primeiro álbum desses paulistas de Bauru, me veio na cabeça uma festa chique e vistosa, com uma mesa de bolo repleta de doces com o dito cujo enorme, cheio de cobertura, condimentos e etc. Você ali, vendo essa belezinha e salivando feito uma criança, não vê a hora de comer uns 4 pedaços, e ao te darem o primeiro pedaço você observa umas 5 camadas de recheios deliciosamente dispostos à te engordar uns 20 quilos. Tudo perfeito, até que na primeira garfada vem um tufo de cabelo daqueles que te enrola no molar e poe tudo à perder.

Pois bem, o Thrash Metal do Overthrash é não menos que sensacional, unindo o melhor do estilo Sodom antigo com o volume dissonante do Testament, Slayer e Exodus. Certas horas, também, me lembrou muito o Attomica com algo mais antigo do Korzus.

ótima arte de capa, bem ‘thrash’, músicos de primeira linha, produção simples e sem firulas, até porquê o estilo pode conviver com isso, e alguns até preferem assim. O único porém ficou mesmo nos vocais.

Não quero soar depreciativo, alias bem longe disso, o instrumental é vibrante, violento e perfeito para nós fãs do estilo, só que o vocal realmente não me agradou. Senti uma falta de ‘punch’, falta de força e meio jogado aos trancos e barrancos.

Pela formação da banda, o baterista P.A.D também é encarregado de ser o vocalista, o que poucos nesse instrumento – ao meu ver – conseguiram uma proeza ímpar nas mesmas posições. Um bom exemplo de que deu certo é o próprio MX.

Enfim, com essa avalanche sonora seria de bom grado pensarem em outra pessoa para essa função, e creio que um vocal mais rasgado e forte seria primordialmente perfeito para o que a banda se propõe a fazer.

Impossível não vibrar com esses riffs, solos que lembram, e muito, a dupla Kerry King e Jeff Hanneman, bateria em perfeita sincronia com o baixo, tudo “tinindo” para abrilhantar rodas de mosh em qualquer show!

“Until Death” é uma excelente estreia, e torço muito para que a banda siga em frente lançando álbuns assim e, principalmente, entenda esse meu posicionamento honesto e respeitoso para que a sonoridade da mesma engrandeça ainda mais.

Johnny Z.

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