Ozzy Osbourne – “No More Tears” (1991)

Ozzy Osbourne - No More Tears
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Ozzy Osbourne“No More Tears” (1991)
Epic Records
#HeavyMetal

Para fãs de: Black Sabbath

Nota: 10

Ozzy Osbourne basicamente não precisa de introdução. A raiz do Heavy Metal teve grande participação do “madman” em sua época de Black Sabbath nos anos 70. Após sua saída, seguiu carreira solo e começou logo com o “Blizzard Of Ozz”, de 1980 que emplacou sucessos mundiais como “Crazy Train” e “Mr. Crowley”, que, acompanhado de “I Don’t Know” e “Suicide Solution” sempre foram peças essenciais do repertório de seu show ao vivo.

Após a chegada de Zakk Wylde na banda em 1987 (então com apenas 20 anos de idade) houve o lançamento do fantástico “No Rest For The Wicked” em 1988, que já é bem mais pesado do que os anteriores e contou com “Breaking All The Rules”, uma das minhas músicas preferidas de toda carreira de Ozzy. Alguns anos depois, em 1991, contando com um Zakk Wylde mais “amadurecido”, chega ao mundo o “No More Tears” que teve participação nas composições simplesmente um tal de Lemmy Kilmister (Motörhead).

Deste modo, o referido álbum se inicia com “Mr. Tinkertrain”, que tem uma guitarra absolutamente brilhante. Zakk Wylde estava livre, leve e solto! E contou com bastante harmônicos, que é uma das características mais marcantes do guitarrista, além de um riff pesado e um solo que é um absurdo!

“I Don’t Wanna Change The World” já conta com Lemmy nos créditos e, convenhamos, não há muito o que comentar sobre essa música pois ela é absolutamente perfeita. É melhor nem se aprofundar muito em música por música porque o No More Tears é simplesmente impecável de começo ao fim. Afinal, as duas seguintes são simplesmente “Mama, I’m Coming Home”, a baladinha clássica e “Desire”. Que riff pesado, que refrão potente, que solo!

Próxima faixa é simplesmente a que nomeia o álbum. De verdade, deveria ser lei ouvir essa música pelo menos uma vez na vida, porque vai transformar a pessoa. A primeira vez que a ouvi, eu tinha por volta de 10 anos fiquei absolutamente chocado com o foco no baixo que, até aquele momento para mim, era mais um “acessório de fundo” de música. Como eu estava errado e precisava desse choque de realidade. Um baixo fantástico e um riff de Zakk Wylde pesado, sombrio e né… nem preciso comentar do solo que é um dos mais perfeitos de toda história da música. Só um detalhe, quem gravou a linha de baixo neste álbum inteiro foi o Bob Daisley, apesar de o Mike Inez aparecer nos vídeos e fotos.

“S.I.N.” é daquelas que animam qualquer um. O refrão é incrível enquanto Zakk faz chover riffs, principalmente na parte de “oooh ooh ooh”. “Hellraiser” ficou perfeita tanto com o próprio Ozzy quanto a versão do Motörhead, é um hino!

“Time After Time”, assim como “Road To Nowhere” tem uma pegada mais lenta, mas mesmo assim são boas músicas. Sinceramente, esta última poderia ser retirada do setlist, mas, tudo bem. Outra música que é uma das minhas preferidas, ouso dizer, de todos os tempos, é “Zombie Stomp”. O baixo do Bob Daisley é simplesmente uma covardia. Zakk fazendo uma base de fundo e Randy Castillo caprichando nas percussões e também tem um refrão que levanta até defunto.

O álbum tradicional finaliza com a já referida “Road To Nowhere”, mas a versão física que tenho conta com duas faixas bônus: “Don’t Blame Me” e “Party With The Animals”. Desde que descobri as bônus em CDs, por volta de 2010, percebi que as faixas bônus do Ozzy mereciam demais estar na versão tradicional por sempre serem muito boas. No “No More Tears”, não seria diferente. “Don’t Blame Me” é muito boa e Randy Castillo destrói demais! “Party With The Animals” está, sem dúvidas, em meu top 5 do Ozzy. Inicia com aquele famoso riff de Heavy Metal que dezenas de bandas fazem basicamente igual, mas cada uma com seu “toque especial”, e a sequência da música é excelente. Os vocais são bem animados e tem um refrão muito divertido.

30 anos se passaram e “No More Tears” continua sendo um dos melhores álbuns de todos os tempos.

Caio Siqueira Iocohama

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