Payback – “Violent Ecstasy” (2023)
Black Hole Productions
#ThrashMetal
Para fãs de: Exodus, Slayer, Destruction, Kreator, Tankard, Sodom, Vio-Lence
Texto por Ricardo L. Costa
Nota: 9,0
Subversão, protesto ou simplesmente diversão descompromissada. O Thrash Metal é, além de um dos mais importantes subgêneros da música pesada, um estilo de vida a ser abraçado e vivido intensamente. E é exatamente isso o que faz o Payback em “Violent Ecstasy”, seu mais recente trabalho.
A abordagem é muito simples e direta: o Thrash Metal mais bruto e visceral como base estrutural para uma música que mescla crítica social, comportamental e uma pitada de sarcasmo. Uma sonoridade impactante, que atinge o ouvinte como um direto bem dado no queixo, que a princípio atordoa, porém que posteriormente o acorda para a vida e o deixa atento para o que vem a seguir.
Sem muita melodia ou andamentos rebuscados, o negócio aqui é total old school. O som e a atitude da velha guarda traduzida para a nossa conturbada realidade sociopolítica, como uma terapia de choque para nos fazer acordar e lutar contra um inimigo inescrupuloso e cruel. É o Thrash Metal como a gente gosta e espera, sem mais nem menos.
Um disco breve, que dá seu recado por meio de riffs cortantes como navalhas, bem como podemos observar em “Falling From the Sky”, que inicia o disco de forma arrebatadora e já prepara o mosh pit com dose extra de energia para a selvageria de “Private Playground”. Devo salientar que isso se trata apenas do começo, e que as coisas tendem a ficar ainda mais intensas com “God Profit” e “A Fila do Osso” (aquela boa cutucada na ferida não podia faltar).
“Violent Ecstasy” prioriza a faceta mais grosseira, veloz e intransigente do estilo, flertando sem parcimônia com o Speed Metal em muitos momentos. Isso é ruim? Óbvio que não! Saudades de calçar o tênis cano alto, vestir o jeans surrado e tirar a poeira do colete enquanto desloca a cervical? Então esse é o disco!





