Peter Graigs – “The Beginning Of The End” (2017)

18485453_875839229223029_2278996153672849908_n
Compartilhe

Peter Graigs“The Beginning Of The End” (2017)
Online Metal Promo

Nota: 7,5

O multi-instrumentista Peter Graigs nasceu em Montreal no Canada, mas mudou-se para Pittsburg, na Pensilvania (EUA) e desenvolveu sua carreira musical na terra do Tio Sam. Influenciado pela cena dos anos 80 (Rock, Hard Rock, Progressivo, Heavy Metal), o talentoso músico tem entre suas grandes influências os guitarristas Randy Rhoads, Eric Clapton, Al Di Meola e o baterista Tommy Aldridge. Além disso, a influência da música clássica também se faz presente em seu trabalho. Ainda, participou ao vivo e em estúdio, de gravações com as bandas Wired, Sillian, Trax, G13 Band e Scars of Grace. Tudo isso lhe deu bagagem e aprendizado para iniciar uma carreira solo. Infelizmente, um acidente de paraquedas acabou por deixar o músico inativo por anos.

Mas agora, Peter decidiu “recomeçar” e recrutou para os vocais Freddy Krumins, que possui um bom nome no cenário (Atlantis Rising) além de já ter trabalhado com Howard Leese (Heart, Paul Rodgers Official, Bad Company). E o resultado dessa empreitada é “The Beginning of the End” (2017), o que curiosamente soa estranho, uma vez que se trata da retomada da carreira do músico canadense. Mas ironias à parte, trata-se de um bom álbum, que navega entre o Hard Rock e o heavy Metal dos anos 80. Mas antes que você pense “ah, mais um que tenta soar datado ara parecer true”, já digo de antemão: Não há nada de datado aqui! Produção de bom nível, músicas bem estruturadas e uma ótima performance tanto de Peter quanto de Freedy.

Com um timbre bem peculiar, Freddy empresta classe e categoria ás composições, enquanto Peter capricha em bons riffs e bases rítmicas trabalhadas e nem sempre muito fáceis de tocar. “Numb Sleepwalker” abre o trabalho e mostra um vocalista que em alguns momentos me trouxe a mente Blaze Bayley. Outras faixas que mostram o bom nível do trabalho: “My Eyes Bleed” (dos tempos de Scars of Grace), “Color Me Gulty” (pesada e com solos bem interessantes) e “Mesmerized”, com guitarras à frente. Um bom trabalho de um músico que quer retomar sua carreira. Que esse seja apenas o começo!

Sergiomar Menezes

Compartilhe
Assuntos

Veja também