Rage
Banda de abertura: Delta
Local: Vic Club, São Paulo/SP
Data: 04/02/2018
Produtora: Solid Music Entertainment
Por Mauro B. Fonseca
Há mais de 20 anos, foi a última vez que assisti o Rage ao vivo, então a expectativa era grande. Estava contando os dias para esta oportunidade de vê-los em um show novamente. Com uma hora de antecedência me dirigi para o Vic Club, local em que ocorreria o show, tamanha expectativa havia para assisti-los, cheguei antes de abrir a casa, claro! Foi legal, pois pude comparar o tamanho do público de hoje com o de 20 anos atrás. Infinitamente menor o de hoje, sendo que na época foram dois dias de shows.
Na entrada tudo ocorre como deveria, na maior tranquilidade e organização, aproveito para agradecer à Solid Entertainment, em especial para Luciano Piantonni, pela oportunidade dada ao Metal Na Lata para a cobertura do evento. A casa é o mesmo espaço do antigo Gillan’s, que sem as mesas e cadeiras exibe um belo espaço para que o público se “amontoe” em frente ao palco.
A banda de abertura foi a Delta, do Chile. Confesso que nunca havia ouvido falar desta banda e me surpreendi com o Prog-Metal cativante, e por incrível que possa parecer, pesado que fazem. Os integrantes têm boa presença de palco e agitaram a galera presente, que ainda era pequena, mesmo com o som ligeiramente embolado no início do show e com o microfone da vocalista pouco baixo durante todo o show. Set list enxuto, tocam duas músicas, se apresentam para o público e encerram a apresentação com mais uma faixa do recém lançado EP, o de estréia da nova vocalista.
Faltando 15 minutos para as 20:00, a galera sente a proximidade do início do show esperado da noite. Rage entraria no palco para arrancar suor dos presentes. Faltando 5 minutos para as 20:00, o público clama por Peavy, que sobe ao palco trazendo a sua, enorme, gigantesca, simpatia e seu imenso carisma, que de imediato conquistam o público presente.
Sem delongas, Rage começa a desfilar seus clássicos e em momento algum do show houve alguém que não estivesse cantando uma parte da letra, berrando um refrão que lhe marcou, participando do tímido mosh pit que rolou, ou simplesmente balançando a cabeleira como um louco, ao som poderoso desta banda extremamente subestimada (eu sei que eu fiz tudo isso, bom, só não balancei a cabeleira devido à falta dela).
O set list escolhido foi ótimo, dando uma passada geral na carreira da banda, e para surpresa geral, rolou até um pequeno medley no meio de “Higher than the sky”, onde enfiaram “Heaven and Hell” e “Holy diver” do saudoso Dio. Entretanto, é certo que a idade chega para todos, sem dó nem piedade, certeza disso foi o tempo curto de show, após uma hora e dez minutos cravados, a banda se despede em cima do palco, tira fotos e encerra a apresentação. Deixando todos os presentes com aquele gosto de “quero mais”. Tomara que não demore mais 20 anos para que eu assista a outro show desta banda que marcou muito a minha vida.
Para quem ficou em casa assistindo o Superbowl lamento muito pela sua perda. Perdeu um puta show, mesmo sendo curto foi um puta show, verdadeiro e fiel ao Metal. Espero que tenha valido a pena ficar vendo um bando de brutamontes correndo atrás de uma bola oval. Depois não adianta ficar esbravejando que o Metal nunca vai morrer.
Obrigado a produtora Solid Music Entertainment e pela assessoria da Lanciare Comunicação (Luciano Piantonni) pela parceria de sempre.
Setlist Rage:
Justify
Sent by the Devil
From the Cradle to the Grave
Seasons of The Black
Nevermore
Deep in the Blackest hole
End of All Days
Price of War
Blackened Karma
Don’t Fear the Winter
Higher Than the Sky (com medley de homengem ao Dio mesclando “Heaven and Hell” e “Holy Diver”)





