Rankings de Álbuns: Machine Head
Machine Head: Fúria, Técnica e Evolução no Groove/Thrash Metal
O Machine Head é uma banda norte-americana de Groove/Thrash Metal formada em 1991 pelo vocalista e guitarrista Robb Flynn, ex-integrante do Vio-Lence. Com álbuns icônicos como Burn My Eyes (1994) e The Blackening (2007), o grupo se destacou pela agressividade e complexidade de suas composições. Ao longo dos anos, passou por diversas mudanças de formação, mantendo Flynn como único membro original. Seu som combina peso, técnica e letras carregadas de críticas sociais e introspecção, sempre equilibrando modernidade, brutalidade e melodia.
Confira abaixo o ranking dos melhores álbuns da banda pelo nosso Redator-Chefe Johnny Z.:
1- Burn My Eyes (1994)
Impossível começar diferente. O debut é um soco no estômago desde os primeiros segundos de “Davidian”. Pesado, sujo, urgente — foi aqui que o Machine Head cravou seu nome no metal moderno. Um clássico absoluto que ainda soa atual e necessário.
2- The Blackening (2007)
O álbum que fez todo mundo dizer “ok, esses caras são muito mais que uma banda de groove”. Um verdadeiro épico moderno: técnico, político, emocional. “Halo” e “Aesthetics of Hate” são verdadeiros manifestos em forma de música. Um dos melhores discos de metal dos anos 2000.
3- Unto The Locust (2011)
Se The Blackening foi o ápice, Unto The Locust foi a prova de que eles não estavam de brincadeira. É mais emocional, mais melódico e ainda assim absurdamente pesado. “I Am Hell” abre como uma avalanche. O equilíbrio entre brutalidade e sensibilidade nunca foi tão bem feito.
4- Of Kingdom and Crown (2022)
Depois de altos e baixos, esse aqui veio como um verdadeiro renascimento. Conceitual, bem construído, com riffs matadores e uma narrativa forte. Não é só um bom álbum — é um baita retorno à forma. A galera que desacreditou teve que engolir seco.
5- Through the Ashes of Empires (2003)
A volta por cima. Depois das polêmicas do fim dos anos 90, Robb Flynn voltou inspirado, com riffs pegando fogo e uma sede de redenção. “Imperium” é uma das melhores aberturas da banda, e o disco inteiro mostra que eles estavam com fome de novo.
6- The More Things Change… (1997)
Menos direto que o primeiro, mais denso e sombrio. Muita gente subestima esse disco, mas ele tem uma carga emocional e uma agressividade que não podem ser ignoradas. Uma ponte perfeita entre a estreia e a maturidade que viria depois.
7- Bloodstone & Diamond (2014)
Tentaram misturar tudo: peso, sinfonia, groove, introspecção… E até que funcionou em vários momentos. “Now We Die” é incrível. Mas o disco sofre um pouco por tentar ser muitas coisas ao mesmo tempo. Ainda assim, é um trabalho ambicioso e com bons momentos.
8- Catharsis (2008)
Talvez o álbum mais controverso da banda. Tem momentos honestos, outros estranhos, alguns simplesmente constrangedores. Parece que o Robb quis exorcizar todos os demônios de uma vez — mas não acertou o tom. Dividiu fãs, e com razão.
9- The Burning Red (1999)
Aqui a coisa desandou um pouco. A banda mergulhou no nu metal sem medo, o que na época parecia ousado, mas envelheceu mal. “From This Day” até empolga, mas no geral o disco soa datado. Ainda assim, vale como retrato de um período turbulento.
10- Supercharger (2001)
O ponto mais baixo da carreira. Produção simples, músicas genéricas, e aquela sensação de que a banda estava perdida. Lançado bem na ressaca do nu metal, acabou soterrado — e com razão. Até os próprios integrantes mal falam desse disco.
11- Unatoned (2025)
Infelizmente, o mais recente não empolga. Parece uma tentativa de resgatar elementos do passado misturados com a modernidade do metalcore e do nu metal (morto) mais adolescente, sem peso, sem punch e muita choradeira. A produção é caprichada, há bons momentos aqui e ali, mas no geral soa genérico, chato e sem graça. Um encerramento lamentável para uma discografia tão intensa.
Mas agora queremos saber de vocês: Esse ranking do melhor para o “menos favorito” está de acordo? Concordam? Discordam? O que mudariam?
Deixem suas opiniões – com educação – nos comentários!
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