Rick Hughes – “Redemption” (2025)

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Rick Hughes – “Redemption” (2025)

Deko Entertainment | Hellion Records Brazil
#HardRock #BluesRock #Rock

Para fãs de: Tom Cochrane, Kim Mitchell, Aldo Nova

Texto por João Paulo Gomes

Nota: 9,5

Em seu primeiro álbum solo, lançado internacionalmente, Rick Hughes (Sword, Saints & Sinners) se juntou a Randall Stoll (bateria – Boulevard), Tony Marriott (baixo), Sean Kelly (guitarra) e John Webster (Aerosmith, Mötley Crüe, AC/DC – teclados, produção e mixagem) e ainda contou com participações mais do que especiais de Lee Aaron (vocais de apoio – Lee Aaron Band, solo), Tommy Aldridge (bateria – Whitesnake, House of Lords, Ozzy Osbourne), Rudy Sarzo (baixo – Quiet Riot, Whitesnake, Dio), Brad Gillis (guitarra – Night Ranger, Ozzy Osbourne), Jacob Deraps (guitarra – Deraps), Amy Keys (Phil Collins, Toto, Stevie Wonder – vocais e vocais de apoio), Robby Krieger (guitarra – The Doors), Gord Maxwell (Chilliwack) e Annette Ducharme nos vocais de apoio, para nos apresentar um álbum de rock surpreendente e muito inspirado.

Misturando energia visceral com profundidade emocional e explosões de talento por todos os cantos, o álbum, gravado no HippoSonic Recording Studio, localizado onde antes ficava o eterno Little Mountain Studios, dos lendários produtores Bruce Fairbairn e Bob Rock, que abençoaram clássicos do Aerosmith, Bon Jovi, AC/DC, Metallica, Bryan Adams, Mötley Crüe, David Lee Roth, The Cult e tantos outros, reúne sete músicas em inglês, uma bilíngue e duas em francês.

Existem alguns momentos únicos em “Redemption”, como quando lendas se unem para criar uma versão mais visceral e turbinada, sem desrespeitar a versão original, de “The Real Me” (The Who), um dos pilares do álbum, que conta com Gillis, Sarzo e Aldridge, simplesmente a banda do Ozzy da era “Speak of The Devil”. Mágica pura!

“Someday” tem uma história curiosa. Escrita por Hughes para o álbum do Saints & Sinners, ela acabou indo parar no “Blood On The Bricks”, de Aldo Nova. Por quê? Porque Nova estava produzindo o álbum da banda na mesma época em que Jon Bon Jovi produzia o álbum de Nova. Acabou que Nova e JBJ gostaram tanto da música que a lançaram com algumas alterações. Só agora, trinta e cinco anos depois, ela é gravada por Hughes em uma versão mais intimista, mais próxima da ideia original, mas tão boa quanto a versão de Nova.

Hughes também agrada seus fãs francófonos. Além do título do álbum, que utiliza uma das palavras que possuem a mesma escrita em francês e em inglês, temos o dueto sensacional com a incrível Amy Keys no country bluseiro da bilíngue “Dans La Peau”, que ainda conta com a guitarra envolvente de Robby Krieger; a fé na humanidade de “Croire en l’Homme”, com participação de Lee Aaron; e “Ça Va Brasser”, cantada com sua irmã Lulu Hughes e com a energia de Jacob Deraps na guitarra.

Mas não esqueçamos da perseverança de “Carry the Torch”, da alta octanagem do viciante country rock de “Dead End Road”, do hard rock com atitude de “Shake My Soul”, da atmosfera de “In a Perfect World” e da conscientização de “Will of the Gun”.

Em seu trabalho mais ousado e pessoal até agora, apesar de as músicas, em quase sua totalidade, terem sido escritas por outros artistas, Hughes aborda temas como resiliência e reflexão, encontrando, literalmente, sua redenção. Com ótimas performances e uma produção muito acima da média, ele acerta em cheio na pluralidade das canções, estilos e vertentes musicais, fazendo o ouvinte viajar a cada momento, de forma diferente.

“Redemption” é puro alimento para a mente e para a alma.

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