Roadie Metal – “Five Years Death” (2019) (Coletânea)

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Roadie Metal – “Five Years Death” (2019) (Coletânea)
Roadie Metal Assessoria
#DeathMetal#ThrashMetal#Hardcore

Nota: 8,5

Roadie Metal, A Voz do Rock comemora 5 anos!!!

A história começa em 2014 com um programa de rádio com o Gleison Junior entrevistando bandas nacionais, após isso, lançaram diversas coletâneas em CD com essas bandas parceiras, DVDs com clips e ainda não satisfeitos, encararam essa parte de assessoria de imprensa e tem feito um ótimo trabalho, com diversas grupos. Para comemorar esses 5 anos, eles estão lançando uma nova coletânea, chamada “Five Years Death” com 27 bandas exclusivamente de Death, Thrash e vertentes extremas.

O álbum está disponível em streaming aqui e já que é para divulgar, resolvi fazer um “faixa a faixa” aqui, mostrando música a música desse baita disco. Vamos lá:

Attomica já é uma banda bem formada e conhecida pra quem gosta de thrash, o que sempre me chamou a atenção nesse power trio é o guitarrista Marcelo Souza que fez ótimos solos como nessa “Feeling Bad”.

Claustrofobia é outro trio, reconhecido internacionalmente e vem com “Zica no Pântano” no seu estilo mais tradicional, quem os conhece já sabe o que esperar. Bom salientar que a dicção do Marcus é ótima, entendemos cada palavra.

Faces of Death tem um som mais direto que os dois anteriores, “Priest from Hell” é muito bem tocada e trabalhada, destaco aqui os guitarrista, o bateria e o potente vocalista.

Necrofobia também é bem conhecido do grande público e mostra em “Rotten Brain” uma puta música! Ótimo solo de guitarra do Rodrigo Tarelho e para a linha de baixo do João Manechini.

“Corrupção Passiva” do Infector Cell começa com a apresentadora Fátima Bernardes noticiando mais uma falcatrua do governo, a música é muito boa, um thrash direto, bem engajado com uma letra muito interessante, no fim temos mais denuncias de excesso de gastos públicos.

R.I.V mostra em “Rainbow Warriors’s Mayday” a música mais rápida até aqui, um ótimo petardo de respeito!

Jailor faz um trocadilho no título em “Jesus Crisis” nessa música de quase 7 minutos, uma das maiores da coletânea, a parte intermediária da música é excelente, mostra quão bons eles são!

Mofo vem em seguida com “We are Metal”, só pelo título já da para imaginar um refrão pegajoso, e ele vem, mesmo assim, é uma baita música.

“Retranca” do DFront SA é uma das mais extremas da coletânea, misturando Death com Hardcore, é outra faixa com letra engajada. O instrumental faz algumas viradas e mudanças de andamento bem feitas.

“Brazillian Roswell” do Monstractor é um thrash direto, simples com um belo refrão e um solo de guitarra de destaque, porém curto.

Exylle mostra em “Immortal Dies” uma linha base de guitarra muito boa, uma parte central bem cadenciada e solos de guitarra e bateria, ótima música!

Profetika canta “Mercenário”, numa música bem direta, solo de guitarra muito bem escrito e refrão marcante.

“Crushing Demons” do Herd começa com um bom riff de guitarra, é uma música mais cadenciada, mas mesmo assim pesada.

O CD 2 começa com o Torture Squad, que talvez seja a banda mais conhecida da coletânea, já tendo muitos anos de estrada, assim como turnês internacionais. E eles apresentam aqui a “Blood Sacrifice”, com uma introdução no estilo indiano, com citaras e tabas. Quando a guitarra entra já sabemos todo o poder da parte instrumental. E o potente vocal da Mayara Puertas entra com tudo num petardo excelente!

“Organic Portal” do Gutted Souls é bem extrema, com vocal bem gutural lembrando Cannibal Corpse, destaque também aos baterista e guitarrista!

A música do Division Hell chama-se “Toxic Faith”, começa com uma virada de bateria e um ótimo riff de guitarra, o trio é excelente, todos tem seu espaço dentro da faixa.

Quintessente traz um Death mais moderno, com teclados, vocais limpos (tanto masculino quanto feminino) e altas influências de In Flames e Children of Bodom, “The Believe of Mind Slaves” é uma baita música e com certeza irá agradar a todos que curtem o estilo mais perto de Doom e Gothic.

Death Chaos toca “Forsaken” com um belo vocal, além de bateria e guitarra bem rápidos, é uma sessão cadenciada no meio, outra ótima música!

“Recuse a cegueira” do Grinding Reaction começa com um riff no baixo, logo em seguida a guitarra entra e começa o verso, o refrão é bem marcante, só após isso tudo que começa a parte Hardcore, mesmo assim, muito boa a música, apesar de não gostar muito do timbre da caixa.

“Full of Hate” do Half Bridge é um Deathcore rápido, pesado e sujo do jeito que deve ser, belos vocais e solo de guitarra matador.

Feios, Sujos e Malvados é uma boa banda, parte instrumental muito bem tocada, com letras em português, o solo de guitarra lembra muito o NWOBHM, thrash de primeiro nível.

Invokaos traz um som bem legal em “Clube de Luta”, mas assim como Grinding Reaction, não gosto do timbre da bateria, letra cheio de trocadilhos, a letra até me lembra Matanza (e isso é um elogio).

A banda Honra traz em “Negativo” um ótimo Melodic Death Metal (como eles mesmos se denominam), gostei do vocal gutural, mas confesso que o limpo dessa forma não me agrada.

DXLXM vem com “Festival de Absurdos” o vocalista usa muito bem o gutural, mas não dá pra entender uma palavra sequer, é um Punk/Hardcore direto! Além disso é a música mais curta da coletânea com 1m40seg.

A faixa do Necrowar chama-se “Verdict” e demonstra muito bem a qualidade de seus músicos, o vocal é bem interessante, confesso que não tenho referência pra compará-lo, tem passagens que até parece um doom metal, o solo de guitarra é muito bom.

“Messenger” do Inanimalia é muito boa, thrash estilo germânico, me lembra muito Destruction e termina com uma linha de baixo muito interessante.

A coletânea acaba com “Malandragem do Covarde” dos pernambucanos Saga e é uma ótima forma de acabar, HardCore com passagens rápidas, bem executadas, vocal marcante e potente.

No total são 1h56min de música que demonstra muito bem todas as vertentes do Death e Thrash Metal, lembrando bandas como Slayer, Testament, Metallica, Destruction, Kreator, Morbid Angel, Cannibal Corpse, Violence, Messhugah e Children of Bodom.

Quero salientar aqui a quantidade de bandas que cantam em português (10 para ser preciso), ou seja, é muito possível e plausível cantar na nossa língua, algo que parece inimaginável para muita gente em outros estilos.

Logicamente que temos muita variedade de qualidades, seja musical, seja letra e até mesmo em produção, mas mesmo assim vale a pena ouvir o álbum INTEIRO!

Quero agradecer a todos da Roadie Metal por levar ao público tamanho trabalho e dedicação.
E que venham mais 5, 10, 20 anos!

Ricardo Karelisky

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