Sacred Oath – “Twelve Bells” (2017)
Angel Thorne Music
Nota: 9,5
É bastante interessante e gratificante ver bandas acima de 30 anos de carreira ainda ativas e o melhor, produzindo materiais novos sem ficar preso ao passado ou se aposentado na poltrona da sala.
O Sacred Oath surgiu em 1985 e de lá para cá lançaram setes álbuns, chegando agora em 2017 ao oitavo lançamento, “Twelve Bells”.
A sonoridade resgata o Heavy Metal feito nos anos oitenta, simples com paixão, garra, feeling e de muita qualidade. A dupla de abertura “New Religion“ e faixa título entram com os dois pés no peito do ouvinte despejando riffs tradicionais e ótimas melodias que somente demonstram o quão importante a sonoridade de três décadas atrás ainda é bem relevante. As faixas seguintes trazem um toque mais Rock N Roll tanto no clima como em seus refrões, mostrando que a velha premissa do MENOS É MAIS desses americanos se assemelhe a sonoridade abordada no início da carreira do Judas Priest.
O lado emocional chega em “Never and Forevermore”, intercalando lados acústicos que vão crescendo no desenrolar do andamento chegando ao ápice em seu solo brilhante onde a guitarra parece que está cantando! Isso só mostra o quanto é importante o sentimento na música, não basta ser hiper-mega-blaster rápido ou tocar milhões de notas por segundo se não tiver FEELING.
O lado Heavy Metal volta a aparecer pela metade do álbum e justamente nesse instante que o grupo ganha o jogo, por mostrar um ótimo e balanceado trabalho onde o ouvinte nem se lembra que exista a palavra marasmo.
Uma grata surpresa em meios a tantos lançamentos semanais, o Sacred Oath pode não ter figurado entre os grandes nomes, mas de jeito nenhum faz feio, pelo contrário, mostram que tem muita lenha para queimar e colocam na praça um disco que tem tudo para agradar todos os fãs de música pesada e, quem sabe, até mesmo surpreender em listas de melhores do ano.
William Ribas





