
Sacrosanct – “Tragic Intense” (1993/2019) (Relançamento)
Vic Records
#ThrashMetal, #ProgMetal
Para fãs de: Candlemass, Coroner, Voivod, Paradise Lost, Mordeth
Nota: 5,0
Sempre que alguma banda se apresenta como Prog/Thrash Metal eu penso em nomes como Deathrow, Voivod, Coroner, Watchtower, o ótimo Mordeth e o Mekong Delta. Como fã de música progressiva, técnica, e ousada, acho que essa mistura com o Thrash Metal pode gerar músicas muito interessantes pelo atrito de técnica e força. Assim, quando eu li que além de se apresentar sob esse rótulo, o Sacrosanct, oriundo da Holanda, trazia membros que passaram por bandas como Asphyx e Pestilence, minha curiosidade aumentou.
E como dizem os sábios populares: “a expectativa é a antessala da decepção”!
Que decepção ao ouvir “Tragic Intense”, terceiro álbum da banda, originalmente lançado em 1993, e que agora ganha um relançamento impulsionado pelor retorno da banda em 2017.
Primeiro e único álbum com o vocalista Collin Kock (ele gravou apenas mais um split com a banda), “Tragic Intense” imprime, por aquela produção noventista “trampada”, datada para os dias atuais, um mistura insípida e inócua de Testament, Candlemass, Metallica, Paradise Lost e Anathema.
De fato, a técnica é apurada, mas as composições impressionam pela total incapacidade de provocar emoções, me soando uma mistura desordenada de pedaços de músicas diferentes, usando como catalisador exibições virtuosas, tecnicismos do Thrash Metal e melodias melancólicas.
Pra não dizer que nada é interessante, “Godforsaken” e “Cyberspace” trazem bons momentos e “From Deep Below” é uma sombra fraca e desbotada do Pantera pré-“Vulgar Display of Power”. Mas “At Least Pain Lasts”, “Fainted” e “The Gathering of the Tribes” são cansativas, auto-indulgentes e mornas – algumas vezes irritantes – como quase todo o disco.
Ao menos par mim, “Tragic Intense” soa pouco consistente, com faixas longas e monótonas, de sentimento artificial e, definitivamente, é um álbum que não passou no teste do tempo! Pelo que conferi rapidamente, os dois primeiros álbuns, “Truth Is – What Is” (1990) e “Recesses for the Depraved” (1991), ambos também recentemente relançados, são bem melhores e podem valer uma atenção maior.
Pensando bem, vá ouvir alguma das outras bandas citadas no texto, creio que valerá mais a pena!
Marcelo Lopes Vieira





