Savant – “Savant Attack” (2023)
Voice Music Gravadora
#ThrashMetal
Para fãs de: Slayer, Vio-Lence, Tankard, Exodus, Metallica, Kreator
Texto por Johnny Z.
Nota: 9,0
Ao colocar para tocar o terceiro álbum completo dos veteranos thrashers cariocas do Savant, torna-se impossível para o ouvinte não discernir rapidamente as quatro principais influências do quarteto: Slayer e Kreator (o antigo, aquele veloz, gritado e cru dos primeiros álbuns) na parte instrumental, Vio-Lence e Tankard também nos vocais, e rifferamas a lá Exodus e Metallica antigos.
Apenas com essa informação, você já elimina qualquer dúvida se o negócio é caótico, certo? Exatamente! Temos uma truculência sonora com índices sórdidos de violência extrema e fortes doses do thrash metal old school, ou seja, aquele puro, catártico e pungente sem frescura nenhuma, jogando na cara do ouvinte solos monstruosos, quebradeira e rifferama. Vale ressaltar a diversidade de bandas nesse estilo mais old school que temos em nosso país, como, por exemplo, o Sacrifix, Deathgeist, Forkill, e por aí vai.
Se você é um fã saudosista do Thrash, vai curtir do começo ao fim, mas vai parar algumas vezes e dar ‘repeat’ na épica e sombria “Burden Visions”, com a participação de Fernanda Lira (Crypta, ex-Nervosa) que aqui canta de forma limpa, aguda e impetuosa de uma maneira simplesmente arrepiante! Essa faixa destoa (positivamente) de todo o álbum, pois de thrash metal não tem absolutamente nada, apresentando uma mistura equilibrada e genial de doom metal, heavy metal clássico cadenciado, symphonic metal e prog metal. Imagine um instrumental mais cadenciado de King Diamond com Candlemass?
Após esse desvio com “Burden Visions”, voltamos à chacina trivial e agora galopante de “Walk Alone” (bastante Exodus aqui, principalmente nas bases de guitarra e nos coros que lembram bastante o S.O.D!!),
Não que as primeiras faixas não sejam boas, muito longe disso. Por exemplo, a faixa de abertura “Savant Attack” tem muito do Metallica de “Kill’Em All”, “One Step To Madness” é praticamente Slayer com Exodus, ou seja, são bem direcionadas e seguindo uma linha reta e destruidora. No entanto, meus destaques pessoais ficam na segunda metade do álbum, que começa com a raivosa, visceral e turbulenta “Rejected Prophecy”, a magnânima “Burden Visions” (gente, deem um prêmio para a banda por ter composto e gravado esse som urgente!), a cacetada feita para arrancar pescoços “Walk Alone”, a mezzo Heavy mezzo Thrash pulsante “Before And After Croads” (essa você também vai se lembrar do Kreator dos primórdios) e a arrasa quarteirão “Cyber Scripitures”, a “Damage Inc” do Savat (risos).
Que venham mais bandas e trabalhos assim!





