Six Feet Under – “Next To Die” (2026)
Metal Blade Records | Heavy Metal Records | Rock Brigade Records
#DeathMetal #DeathNRoll
Para fãs de: Cannibal Corpse, Deicide, Obituary
Texto por Caio Siqueira Iocohama
Nota: 8,5
Pouco menos de dois anos após o lançamento de Killing For Revenge, a lendária Six Feet Under ataca novamente com Next To Die. Este é o terceiro álbum da era Jack Owen e marca o retorno de elementos do “Death ‘n’ Roll”, que andavam meio sumidos no antecessor. Aquele disco anterior, inclusive, era pedrada do início ao fim.
O álbum se inicia com “Approach Your Grave”, que traz uma pegada bem diferente dos dois singles lançados anteriormente. Ela é mais lenta, focada no groove e compassada, passando aquela sensação de algo que não tem fim. A música segue em fade enquanto Chris Barnes continua cantando ao fundo. É muito perceptível a evolução de Chris, que está com um vocal excelente e grave, diferentemente do que ouvimos no álbum de 2020, Nightmares Of The Decomposed.
Já “Destroyed Remains” tem um riff tipicamente death metal old school. O seu refrão conta com outro riff muito bom e pesado, mostrando que o álbum segue um bom rumo. Em seguida, temos “Mister Blood And Guts”, que é basicamente uma “Murdered In The Basement 2”. Repetitiva e viciante, ela mostra os primeiros sinais do Death ‘n’ Roll que estava ausente no trabalho anterior.
A dobradinha “Mutilated Corpse In The Woods” e “Unmistakable Smell Of Death”, lançadas como singles, são pedradas absolutas. A bateria de Marco Pitruzella aqui é absurda, com pedais surreais e intermináveis. Haja pique para acompanhar!
“Wrath And Terror Takes Command” é uma música boa, mas não o suficiente para fazer os olhos brilharem. Por outro lado, “Skin Coffins” tem um estilo bem groove, com guitarras mais compassadas e pesadas. A dupla Ray Suhy e Jack Owen mostra um excelente entrosamento. Já “Mind Hell” é, sem dúvida, uma das mais legais de todo o álbum, com um Death ‘n’ Roll viciante e um riff muito grudento.
“Naked And Dismembered” é uma verdadeira surra nos ouvidos. Novamente, a bateria de “Lord Marco” está insana, com pedais absurdamente rápidos e um riff excelente. Na reta final da música, há um momento de destaque para o baixo de Jeff Hughell, que é bem diferente e aleatório, mas que combinou muito bem. Com certeza figura no pódio entre as três melhores do disco. “Grasped From Beyond” lembra bastante “Revenge Of The Zombie”, do álbum Warpath, de 1997, e carrega bastante peso.
Na reta final, a faixa-título tem um estilo que remete ao álbum de estreia, Haunted, e as guitarras são ótimas. Já “Ill Wishes”, que encerra o disco, é de longe a mais curiosa. Ela tem momentos de guitarras limpas e um vocal que mistura um sussurro com certa raiva, tendendo ao gutural. Em um primeiro momento, a música parece meio “sem sal”, mas a repetição final de “There’s nothing without living, there’s nothing after life” e depois “There’s nothing without living, there’s nothing without blood” fica grudada na cabeça.
O que é ainda mais confuso é a maneira como a música termina, literalmente do nada. Como a letra é sobre os “desejos do doente” e Chris narra uma pessoa sangrando até a morte, creio que esse encerramento abrupto seja uma forma de mostrar que a morte é simplesmente um apagar. Fim. Uma forma bem curiosa de encerrar o trabalho.
Next To Die, entre os três álbuns com a participação de Jack Owen, ficaria com a medalha de prata, já que Killing For Revenge é absolutamente sensacional. Chris Barnes mostra que sua voz evoluiu muito e encontra-se em alto nível, e a cozinha formada por Marco Pitruzella, Jack Owen, Jeff Hughell e Ray Suhy é capaz de produzir excelentes resultados. Agora é só aguardar até o final de outubro/começo de novembro para assistir às lendas no Brasil!





