Avatar – “Don’t Go In The Forest” (2025)
Thirty Tigers
#AlternativeMetal #MelodicDeathMetal
Para fãs de: Gojira, System Of A Down, Ghost
Texto por Caio Siqueira Iocohama
Nota: 9,0
A produtividade do Avatar continua impressionante. Mantendo a média de um lançamento a cada dois anos, os suecos entregam, em 2025, o aguardado “Don’t Go In The Forest”. O novo trabalho reafirma a capacidade do grupo de transitar entre o metal pesado e o experimentalismo teatral com uma naturalidade rara.
A abertura com “Tonight We Must Be Warriors” foge do óbvio. Em vez de uma pancadaria direta, a banda aposta em uma faixa introdutória viciante e grudenta, coroada por um vocal espetacular de Johannes Eckerström. O grande charme aqui é a presença de uma flauta muito bem inserida, cuja melodia é replicada pela guitarra na metade da composição, criando um efeito sensacional.
Na sequência, o disco mostra sua face mais robusta. “In The Airwaves” já inicia com um riff denso e vocais bem acentuados, enquanto “Captain Goat” traz um coro logo na introdução. Apesar de ser uma música mais arrastada, ela mantém o caráter alternativo e pesado que se tornou marca registrada da banda. Já a faixa-título, “Don’t Go In The Forest”, destaca o trabalho de baixo logo no começo, evoluindo para uma linha mais alternativa, com um refrão melódico e fácil de memorizar.
O álbum ganha novos ares com “Abduction Song”, que apresenta pedais rápidos e uma construção melódica de alto nível. Um dos momentos mais curiosos é “Howling At The Waves”; com um início ao piano e uma atmosfera melancólica, a faixa carrega uma aura que remete bastante à fase atual do Ghost.
Na reta final, o Avatar retoma a intensidade. “Dead And Gone And Back Again” apresenta um riff muito interessante, que culmina em um momento de maior energia técnica no encerramento. Em “Take This Heart And Burn It”, o baixo novamente conduz o instrumental, acompanhado por uma bateria vigorosa e barulhenta. O fechamento fica por conta de “Magic Lantern”, que flerta com a psicodelia em seu início antes de se transformar em mais uma faixa de refrão marcante.
“Don’t Go In The Forest” é mais uma prova de que a fórmula de lançamentos frequentes não esgotou a criatividade do quinteto. Trata-se de um disco equilibrado, que sabe ser técnico e acessível ao mesmo tempo, mantendo o Avatar como um dos nomes mais autênticos do metal moderno.





