Soulfly – “Archangel” (2015) (Relançamento 2026)

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Soulfly – “Archangel” (2015)
(Relançamento 2026)

Nuclear Blast | Shinigami Records
#GrooveMetal #ThrashMetal

Para fãs de: Sepultura, Machine Head

Texto por Mauro Antunes

Nota: 8,0

Max Cavalera estava em um ritmo insano na metade dos anos 2010, com aquela pegada de lançar um — ou até mais — discos por ano. Em 2013, o Soulfly soltou Savages. Em 2014, vieram novos trabalhos do Cavalera Conspiracy, com o ótimo Pandemonium, além do início do então novo projeto Killer Be Killed, com um álbum autointitulado ainda melhor. Em suma, o cara estava a mil por hora, com a criatividade à toda prova.

O Soulfly ainda vivia à sombra do espetacular Enslaved, um trabalho que foi tão bom — mas tão bom — que virou referência no estilo, inclusive trazendo o hit “Plata O Plomo”. Ali, Max ousou soar death metal como nunca antes. No já citado Savages, a banda voltou a soar mais groove metal, o que decepcionou muitos fãs, inclusive este redator.

O que esperar então de Archangel, o álbum aqui em questão? Mais um capítulo de uma fase que já soava um pouco desgastada — o que não quer dizer que o disco seja descartável, ainda mais se tratando de alguém do quilate do mentor da coisa toda. Um ponto que não ajuda é a gravação muito abafada, algo que se tornou típico nos trabalhos mais recentes do Soulfly.

“We Sold Our Soul to Metal” abre o disco com um riff poderoso e um bom refrão. Curta, ultrapesada, capaz de encher o ouvinte de esperança de que mais um grande trabalho estava por vir. Destacam-se também os temas bíblicos e mitológicos abordados, especialmente nas faixas “Sodomites”, “Shamash”, “Ishtar Rising” e “Titans”.

A faixa que mais me empolga é “Mother of Dragons”, uma verdadeira cacetada que remete aos melhores momentos do Soulfly no início dos anos 2000. Completamente dispensável é apenas mais um capítulo da saga das faixas intituladas “Soulfly”, aqui em sua 10ª parte. Essas já deram — e muito — o que tinham que dar. Felizmente ou não, esta versão não se encontra neste lançamento físico da Shinigami.

No balanço final, Archangel está bem à frente de Savages e bem atrás de Enslaved, mas fica a sensação de que este foi apenas mais um trabalho na carreira do Soulfly que não se tornará clássico. Ser “apenas” bom e acima da média é pouco para uma banda com a história e integrantes do porte de Tony Campos (baixo) e Marc Rizzo (guitarra), além, obviamente, do maior frontman da história do metal extremo nacional. Mesmo com inúmeras participações especiais, o disco poderia ser melhor — mas nem de longe é descartável.

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