
Street Dogs – “Standing for Something or Die For Nothing” (2018)
Century Media Records
#PunkRock, #Hardcore
Para fãs de: Rancid, Sex Pistols, Dropkick Murphys
Nota: 8,0
Formada em 2002 em Boston, Estados Unidos, a banda Street Dogs pelo vocalista Mike McColgan (Dropkick Murphys) chega agora ao seu sexto álbum de estúdio. Tendo como característica aquele punk rock com uma pegada mais britânica, incorporando pequenas doses de ska em algumas composições, o grupo mostra que as constantes mudanças de formação não afetaram em nada suas composições, afinal a essência e cabeça pensante do grupo permanece a mesma: Mike.
O já citado Mike, ao lado de Lenny Lashley (guitarra), Matt Pruitt (guitarra), Johnny Rioux (baixo) e Pete Sosa (bateria), trazem 12 faixas repletas daquela pegada tipicamente punk, mas com pequenos lampejos de pop em algumas delas. Mas isso não causa nenhum tipo de demérito ao grupo, uma vez que o lado punk da coisa acaba se sobressaindo. Com quase uma década e meia nas costas, a banda mostra que segue firme empunhando a bandeira do punk rock de forma criativa e sem se importar muito com estereótipos (Afinal, quer coisa mais punk do que isso?)
Faixas como a título, que já nos apresenta uma veia bem Sex Pistols em sua execução (preste atenção na “sujeira” das guitarras), e também algo de The Clash, “Other Ones”, mais próxima do HC, como o Rancid costuma fazer com maestria, “Angels Calling” que mesmo trazendo uma certa melodia, também carrega um vocal mais “duro” e direto, “Working Class Hero”, que deixa mais nítida a linha britânica adotada pelo grupo, além de “Lest We Forget”, “The Round Up” e “Torn and Fayed”, uma “balada” bem executada, mostram que o grupo tem muita categoria e conhecimento de causa.
Neste álbum, o Street Dogs consegue dizer aquilo que pretende: que seu nome não é apenas mais um que completa o catálogo de uma gravadora. Seu nome, é de relevância dentro de cenário. E isso hoje em dia, é algo que, além de raro, mostra-se fundamental para se manter vivo.
Sergiomar Menezes





