
Suicidal Angels – “Year of Aggression” (2019)
NoiseArt Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Kreator, Slayer, Angelus Apatrida, Heathen
Nota: 10
Se me perguntassem em janeiro quais os 5 álbuns que mais estava ansioso em escutar, com a mais absoluta certeza a resposta seria: o novo álbum do Suicidal Angels. Os meses foram passando, os singles saindo, mas resolvi me fingir de cego e surdo, pois dessa vez queria ouvir ”Year of Aggression”, numa tacada só, sem nenhum aperitivo antecipado.
Pois bem, enchi o saco do nosso redator-chefe todos os dias e por quase 1 mês vinha com a mesma pergunta: recebemos o novo álbum do Suicidal Angels? Até que ouvi um, SIM, estamos com ele. A minha reação foi igual ao de uma criança ao receber o seu doce favorito, mas o mais incrível foi colocar para tocar e perceber que foram 1, 2, 3 e 4 vezes seguidas de audição diretas, e a cada uma delas eu notava o quanto esses gregos cresceram, amadureceram e souberam moldar o estilo Thrash Metal visceral, adicionando certos detalhes que deixaram o som mais completo e amplo.
Ao escutar esse novo disco, é necessário entender que ele não é nada mais que uma evolução do trabalho anterior, “Division of Blood” (2016), ou seja, temos músicas rápidas e agressivas como “Endless War” e “Born of Hate”, onde esta última tem total inspiração nos trabalhos mais atuais dos alemães do Kreator, e ainda acredito que possamos classifica-la como a faixa que defini todo o conjunto da obra no álbum: pesada, ríspida, refrão fácil para se decorar rapidamente (algo que temos aos montes por todo o álbum, diga-se) e ainda traz consigo algo mais “acessível”.
Os pouco mais de 40 minutos de duração do álbum, além de surpreender, carregam consigo vários detalhes como, por exemplo, “Bloody Ground” que podemos rotula-la como a faixa mais diferente já composta pelo Suicidal Angels, mostrando além do peso a cadenciada com um toque progressivo, “D.I.V.A” e “Order of Death” possuem alguns tipicamente ‘Bay Area’, ou seja, aquela coisa que somente bandas americanas conseguiam fazer nos anos 80, algo como um som de enxame de abelhas assassinas saindo das guitarras vindo prontas para te atacar brutalmente,
Por se tratar do sétimo álbum de estúdio, facilmente poderiam ter escolhido diversos caminhos a se tomar. Voltar algumas “casas para trás” e se repetir na mesma fórmula que de alguma maneira os fizeram ter reconhecimento mundial, ou seguir o caminho certo de progressão (e eles seguiram), olhar para o futuro e cada vez caminhar para a aprimoramento e conquistar novos adeptos ao seu som. Em “Year of Aggression”, são 9 músicas ímpares, com um fechamento que segue como uma grande homenagem ao nosso querido e amado Slayer! Ouça “The Sacred Dance with Chaos”, é o Suicidal Angels soando como os americanos nos discos “South Of Heaven” e “Seasons Of The Abyss”.
Desculpe o trocadilho infame, mas 2019, com “Year of Aggression”, é o ano do Suicidal Angels.
William Ribas





