SwitchBacK – “Batendo de Frente” (EP) (2021)

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SwitchBacK“Batendo de Frente” (EP) (2021)
Independente
#Crossover, #ThrashMetal, #Hardcore

Para fãs de: D.R.I, Tosco, Madball, Agnostic Front

Nota: 9,0

Ultimamente, o Hardcore/Crossover em nosso país vem crescendo vertiginosamente e sem querer entrar no assunto de política – que eu tenho verdadeiro asco da mesma forma de quem a conduz – talvez seja meio que fácil entendermos o motivo desse crescimento. A situação medíocre e podre que nosso país se encontra é o combustível para aqueles que, assim como eu, estão de saco cheio dessa merda toda e querem vomitar contra tudo e todos. Não pensem que só os nossos governantes estão estragando o país, o “zé povinho” tem uma parcela enorme de culpa também, por não ter educação, princípios, humanidade e respeito a nada, nem ninguém! Todas essas críticas foram abordadas nas letras de “Batendo de Frente”, e me identifiquei demais com todas!

Pois bem, o SwitchBacK vem de Niterói, Rio de Janeiro e, antes de tudo, deixa eu falar o que eu acho do som dos caras: TRAULITADA NA FUÇA! Se seu ouvidinho é sensível, meu amigo, vai te fazer um estrago irreversível!

Muitíssimo bem produzido, “Batendo de Frente” é o segundo EP dos cariocas e nele, seguindo o que fizeram no EP de estreia “Sobrevivendo ao Caos” (2019), temos é uma sonoridade robusta, impactante, agressiva e daquelas que me vêm na cabeça algo como um ringue de boxe onde um dos lutadores apanha tanto que é desclassificado pelo excesso de “clinches” contra o agressor, e esse, após o fim da luta, fica tão puto que desce do ringue e enfia o braço no infeliz para aprender a ser homem (risos). Sentiu a parada? O negócio é violento demais! Os caras incorporam elementos do Thrash, Punk e Hardcore Nova Iorquino com uma facilidade incrível!

“Corrosão” abre o trabalho já como um coice no ouvinte, rápida, com riffs cortantes, baixão de Luciano Munhoz bem evidente e convidativo para entrarmos numa roda de amigos já dando botinada sem dó nenhuma. Sabe aquele “ódio”, mas no “amor”? Então (risos). Mas meu amigo, quando entra as guitarras e bateria, até o “amor” com esses amigos acaba (risos). Que música meus caros, é para ouvir no repeat sem parar! Letra fantástica de Vinny Blanc! Nas paradinhas do refrão, eu D-U-V-I-D-O você não ter vontade de esmurrar alguém!

Na sequência temos a “Passa Seu Ego Pra Cá”, um pouco mais cadenciada, mas também violenta até dizer chega. A bateria de Mauro Lopes soa como uma metralhadora e a rifferama de Fábio Lannes simplesmente te arranca o couro! Querem mais fúria? Toma “Pelo Povo Para o Povo”! Ríspida, seca e com uma vibe Hardcore/Punk eletrizante de tirar o fôlego! Fechando o trabalho, sim infelizmente temos somente quatro faixas, “Bota A Cara, Cuzão”, faixa que participou do Metal Na Lata Online Fest e foi um dos grandes destaques do evento, mostra algo mais cadenciado, puxado para os riffs de guitarra e os vocais que cospem a letra na cara do “cuzão” numa versátil espécie de Madball mais centrado e não tão esporrento.

Acompanho a banda desde seus primeiros lançamentos e asseguro que estamos diante de um dos principais nomes dessa nova safra Thrash/Core brasileira, quiçá mundial, pois bala na agulha esses caras têm de sobra para sentar o dedo na gringaiada fácil (risos). Sou fã de carteirinha desses caras e já estou na espera ansiosa por um álbum completo (e uma camiseta viu?) logo!

Johnny Z.

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