
The Crown – “Cobra Speed Venom” (2018)
Metal Blade Records
#DeathMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: At The Gates, Entombed A.D.
Nota: 9,5
Se existe uma palavra que podemos nos referir aos suecos do The Crown, sem dúvidas ela se chama respeito. Com uma trajetória louvável desde os anos 90, a banda lançou os clássicos como “Hell Is Here” (1999), “Deathrace King” (2000) e “Crowned in Terror” (2002) que ajudaram a consolidar a cena sueca. Claro que apesar dos grandes trabalhos, tiveram momentos complicados como mudanças de membros, chegando a contar com Tomas Lindberg (At The Gates) nos vocais e até mesmo uma breve pausa nas atividades.
Revigorados e com formação estável, este disco resgata a brutalidade que faltou no disco antecessor e principal característica que os tornam mestres, é justamente a tênue fusão do Death/Thrash que quase soa como um estilo único. Riffs furiosos e extremos de Marko Tervonen são substituídos repentinamente com paradas no som, onde só o baixo de Magnus Olsfelt segue rápido e distorcido. Os solos contemplam algumas melodias a mais, porém entram como um murro nos peitos, e sempre muito bem pensados. A bateria segue extremamente diversificada entre os blasts beats, pedal duplo, viradas e mudanças rítmicas, além do vocal de Johan Lindstrand que não mudou nada nesses quase 30 anos.
Só a trinca “Iron Crown”, “In the Name of Death” e “Cobra Speed Venom” já faria você ter um infarto no miocárdio de tanta empolgação. O álbum mantém o interruptor da insanidade ativo praticamente todo o tempo e até a longa “The Sign of the Scythe” não muda, mesmo ousando com um pouco mais de sentimento e melodia.
Se a coroa é de espinhos ou não (a banda já se chamou “Crown of Thorns”, que é coroa de espinhos em português), fato é que eles merecem uma pela grande obra. “Cobra Speed Venom” mostra o que o The crown é capaz e o resgate da sonoridade clássica somada a elementos mais atuais, definitivamente vão trazer a banda de volta ao lugar que merecem.
Victor Augusto





