
Timo Tolkki’s Avalon – “The Enigma Birth” (2021)
Frontiers Music
#PowerMetal, #MetalOpera, #MelodicMetal
Para fãs de Stratovarius, Sonata Arctica, Avantasia
Nota: 9,5
Sinceramente, quando vejo o nome de Timo Tolkki associado a algum trabalho futuro, fico com o coração angustiado. É inevitável a sensação de que o finlandês não está exatamente onde merecia, depois de ter ajudado a pavimentar muito do caminho para o que o power metal é hoje. Apesar dos pesares, é um músico e compositor de talento incrível, com quem a vida talvez tenha pegado um pouco pesado demais…
Os trabalhos com a metal opera “Avalon” começaram em 2012, com álbuns mornos, dividindo opiniões, mas interessantes. Mas ainda, nada que coroasse a carreira do finlandês após a saída do Stratovarius. E então vivemos numa eterna sensação de “vamos Timo, você tem mais a mostrar do que isso”.
Tudo isso para dizer que, finalmente, nos chega um trabalho praticamente impecável. The Enigma Birth, quarto álbum de estúdio do Timo Tolkki’s Avalon, é um tapa na cara dos fãs do gênero. O álbum simplesmente conta com vozes como as de Brittney Slayes (Unleash the Archers), James LaBrie (Dream Theater), o arauto dos covers de power metal PelleK (ex-Damnation Angels), nosso Bruce brasileiro Raphael Mendes (Icon of Sin), Fabio Lione (Turilli/Lione Rhapsody, Angra), dentre outros nomes icônicos, interpretando os personagens da narrativa. Não se junta tantos expoentes do metal com um trabalho qualquer, ou com uma composição meia boca. A produção está incrível, e as composições fazem a audição uma experiência memorável, mesmo num gênero já tão explorado.
Todo o checklist tolkkiano está completo, do power metal ao sinfônico. Músicas rápidas, com refrães melodiosos e grudentos (como a faixa-título, “The Enigma Birth”, “Master of Hell” e “Without Fear”). Power ballads orquestradas e grandiosas (a lindíssima “Memories”). Canções avassaladoras em mid-tempo (“Truth” e “Beautiful Lie”). O álbum promete agradar desde os fãs do “Episode” e “Visions”, com momentos de puro Stratovarius dos anos 90, até os adeptos de roupagens mais contemporâneas, com elementos progressivos e rítmicos do metal europeu moderno.
Palmas para nosso caro Tolkki. Álbum imperdível.
Will Menezes





