Treat – “The Endgame” (2022)

Treat - The Endgame
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Treat“The Endgame” (2022)
Frontiers Music
#MelodicRock, #AOR

Para fãs de: Europe, Bon Jovi (anos 80), FM, First Signal

Nota: 8,5

“The Endgame” é o nono álbum de estúdio dos suecos do Treat. Produzido por Peter Mansson (que trabalhou em outros álbuns da banda) e contando com os membros fundadores: Robert Ernlund (The Boys: vocais) e Anders Wikström (Electric Boys, The Boys: guitarras), além dos mais “novatos”: Patrick Appelgren (State Of Mind, Power: teclados), Nalle Påhlsson (Alfonzetti, Easy Action, Groundbreaker, Last Autumn’s Dream, Therion, Vindictiv: baixo) e Jamie Borger (Talisman, Last Autumn’s Dream, Swedish Erotica, Alfonzetti: bateria), esse retorno traz, como sempre, a banda utilizando suas raízes dos anos 80 para pavimentar as novas canções.

Como disse Wikstrom: “Estávamos focados em fazer o melhor possível e decidimos por um registro positivo e edificante para nos orgulharmos nos próximos anos. Esse trabalho foi nosso porto seguro em meio a nova vida que ninguém poderia prever que aconteceria” – e continua – “O título do álbum representa muitas coisas sobre o Treat como a sinceridade e a história da banda. Mas também a luta para sobreviver através de todos esses anos de altos e baixos, lágrimas e risos. Nós crescemos nos anos 80, aprendendo a fazer Hard Rock melódico e somos abençoados por ainda poder entrar no ringue e estar no topo do nosso jogo”.

Para uma banda que existe há mais de quatro décadas, a inspiração ainda é o combustível principal como é demonstrado durante as 12 canções que compõem o novo álbum com excelente musicalidade, performances de alta qualidade, melodias cativantes, riffs assertivos, solos abundantes e refrãos memoráveis. Aliás, “falando” em refrãos, aonde que o Treat os encontra?

Seja no tour-de-force de “Freudian Slip”, na dinâmica “Home of The Brave” (confesso que na primeira audição parecia igual a centenas de outras músicas, mas eu estava enganado), na sombria “Dark To Light”, na intensa “Rabbit Hole”, na colossal “Carolina Reaper”, na fabulosa “To The End Of Love”, no pop de “My Parade” ou na infecciosa “Sinbiosis” os refrãos criados elevam o álbum e a ótima produção ainda o amplifica.

Apesar de algumas músicas não estarem no nível de outras, “The Endgame” é uma excepcional declaração de um dos líderes do Hard Rock melódico. Enquanto algumas bandas lutam para ainda serem relevantes, o Treat melhora com o tempo. Mesmo representando um gênero com cada vez menos território a ser explorado eles provam ainda ser uma força do estilo.

João Paulo Gomes

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