Black Swan – “Generation Mind” (2022)

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Black Swan“Generation Mind” (2022)
Frontiers Music
#HardRock, #MelodicRock, #AOR

Para fãs de: Dokken, Lynch Mob, Winger, Whitesnake

Nota: 9,0

Nassim Nicholas Taleb, matemático e estatístico Libanês, em seu livro “O Cisne Negro: O Impacto do Altamente Improvável” (2007) chama um acontecimento imprevisível ou inesperado de cisne negro (crença existente até 1697 sobre a existência apenas de cisnes brancos, quando avistou-se um cisne negro na Austrália). Esse acontecimento ocasiona resultados impactantes e após sua ocorrência a nossa tendência é tentarmos torná-lo menos aleatório e mais explicável.

 Esse conceito pode ser utilizado para “Generation Mind”, o segundo álbum do Black Swan, pelo simples fato de, contra todas as evidências, esse “supergrupo” não fazer parte da “síndrome do gerador aleatório de bandas com músicas iguais” da Frontiers, o que é algo bem inesperado.

Mantendo a mesma formação do primeiro álbum: Robin McAuley (MSG, Far Corporation, Grand Prix, Solo, Elements Of Friction), Jeff Pilson (Dokken, Foreigner, Dio, War & Peace), Reb Beach (Winger, Whitesnake, Dokken) e Matt Starr (Mr. Big, All 41, Ace Frehley, Burning Rain), o “supergrupo”, não apenas se envolve em toda a concepção do álbum, escrito e arranjado por McAuley, Beach e Pilson, que também o produziu, e gravado no Pilsound Studios (a bateria foi gravada no On Deck Sound Studios), mas mostra química, identidade e boas músicas, sendo um exemplo perfeito de que um “supergrupo” deve sempre funcionar na prática como uma banda.

Sem cair na armadilha de soar como suas antigas bandas (claro que as influências existem) os músicos do Black Swan produzem algo fresco, intenso, pesado e melódico, criando uma identidade própria e utilizando suas habilidades e experiências em prol da sua música.

O álbum tem uma bela mixagem e uma produção nítida, além de ser coeso e absurdamente bem tocado/cantado. Difícil identificar apenas alguns destaques, mas “Eagles Fly”, a faixa-título, “Long Way Down”, “Killer On The Loose”, “Wicked The Day”, “How Do You Feel”, “I Will Follow” e “Miracle” são recheados de refrãos matadores, melodias perfeitas e guitarras hipnotizantes que são um oásis no deserto de tantas bandas que soam iguais vindas da Frontiers.

Com um álbum tão impactante, esperamos que este, diferente do cisne negro de Taleb, se torne um evento cada vez menos aleatório.

João Paulo Gomes

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