Trouble – “Run to the Light” (1987/2018) (Relançamento)

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Trouble
“Run to the Light” (1987/2018) (Relançamento)

Hellion Records Brazil
#DoomMetal, #StonerMetal

Para fãs de: Black SabbathPentagramSaint Vitus, Cirith Ungol

Nota: 8,5

Em 1987, o Trouble estava em plena evolução de seu estilo musical. Do ritmo lento de “Psalm 9” (1984) ao certo experimentalismo de “The Skull” (1985), a verdade é que o quinteto norte-americano lapidava sua fórmula pesada, de frequências baixas,texturas orgânicas e valvuladas da década de setenta, em especial do Black Sabbath, pincelando um pouco de experimentalismo e psicodelia, seguindo em paralelo ao que faziam nomes como Pentagram, Saint Vitus, e Cirith Ungol, e em oposição, tanto temática quanto musical, a Venom, Bathory e Slayer.

O Trouble traz em seus quatro primeiros álbuns de estúdio um curso completo do Doom Metal clássico, em seus desdobramentos menos épicos e altamente técnicos. “Run to the Light” é o terceiro capítulo de sua discografia, onde trabalhavam seus solos pela técnica do Thrash Metal (ouça “Thinking of the Past” e “Peace of Mind”), e os riffs pelos ensinmentos sabáticos, que inundam as oito composições do álbum.

Ao mesmo tempo, o experimentalismo desta vez dá as caras nos ritmos mais acelerados que antes e nos efeitos climáticos (como em “On Borrowed Time”, com citação à “Marcha Fúnebre” de Chopin, a abertura com “The Misery Shows” e o desfecho com “The Beginning”), com sabor de psicodelia, dando impulso ao que veríamos mais tarde como Stoner Rock/Metal, principalmente pelo foco nos momentos alicerçados pelas possibilidades pesadas e sombrias do”blues rock” (ouça, a faixa-título e “Tuesday’s Child”).

Certamente, o Trouble possui um ou dois discos melhores que este, mas aqui está um retrato de como a música da banda evoluiu até um marco como o próximo trabalho (o auto-intitulado de 1990, o ápice de sua discografia) ser concebido!

Marcelo Lopes Vieira

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