Vários – “Woman From Brazil: The Brazilian Tribute to Deep Purple” (2020)

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Vários“Woman From Brazil: The Brazilian Tribute to Deep Purple (2020)
Armadillo Records
#HeavyMetal#ClassicRock#HardRock#ProgMetal#MelodicDeathMetal
Para fãs de: MetallicaAngraNightwishEpicaVan HalenDeep PurpleWhitesnake/David Coverdale

Nota: 9,5

Todos sabem da qualidade dos tributos lançados pela gravadora inglesa, de propriedade do brasileiro Luiz A. RizziSecret Service Records, somente com bandas nacionais. Tivemos tributos magnânimos para Official MotörheadBlack Sabbath (na minha opinião e de muitos o mais espetacular de todos!), AC/DC e mais um para o Iron Maiden e KISS que virão nos próximos meses.

Pois bem, no meio dessa constelação toda, o Deep Purple também ganhou a sua homenagem, só que lançada pela subsidiária da gravadora que infelizmente encerrou temporariamente (será?) suas atividades, a Armadillo Records, o que não mudou absolutamente em NADA na qualidade da produção, escolha das bandas e, principalmente, no bom gosto. A única diferença desse tributo ao Deep Purple dos outros é a excelente ideia de termos somente bandas com vocais femininos e, meus caros, só lamento para quem ainda “pensa” besteira e em relação a mulheres cantando Rock/Heavy Metal. Aliás, tenho pena desses seres!

Nunca foi segredo para ninguém (de índole e alma voltada ao bem) que as mulheres são as donas da porra do mundo! E agora do Rock/Metal também! Aceite que dói menos! Não vou ficar falando que “elas são melhores que nós homens e bla bla bla” pois pode soar como discurso de “panos quentes” ou “fazer média”. Para mim, é uma realidade e ponto.

Esse tributo em praticamente sua totalidade é para ser louvado de pé. Que produção, mixagem, tracklist e qualidade impecáveis. E sim meus caros, tem até Hammonds espalhados por todo o álbum! Não é uma beleza??? Confesso duas coisas, uma que algumas bandas aqui eu não tinha sequer ainda ouvido, mas a grande maioria já conhecia de nome e outra que mesmo não sendo fã de teclados é IMPOSSÍVEL não reverenciar criações do saudoso Mr. Jon Lord, um gênio que jamais será esquecido.

Falando do álbum, vou evitar redundâncias aqui e já meter o pé na porta: TODAS SÃO BRILHANTES e TODAS AS VOCALISTAS ARREBENTARAM! Nenhuma delas tentaram emular os vocalistas originais das faixas, o que para mim foi um ponto crucial para a merecida nota num todo. #ChupaMachões (risos). Se a proposta era essa, parabéns, acertaram duas vezes na mega sena!

Meus destaques vão para a onipresente “Smoke On The Water” (impossível não ter essa né gente?), executada de uma forma bem pesada pela banda Valiria, com destaque para a timbragem e inserções diferenciadas de guitarras que “me representam” por conta do peso já citado (risos). A linda “Knocking At Your Back Door”, executada de forma certeira pela Revengin lembrando muito um Nightwish da fase atual, só que bem mais legal (fãs, não me xinguem, por favor) (risos). “Fireball”, do Sacrificed, ficou um pouco mais seca, principalmente nas guitarras, mas não perdeu seu brilho pois a música ajuda muito, me remeteu muito ao Epica.

Vejam bem, essas bandas estilo Nightwish, Epica, Lacuna Coil e afins não fazem muito meu gosto pessoal, somente por contar com muita orquestração, viagens “operísticas” e muuuuuito teclado, mas não sou louco em dizer que são ruins.

“Burn”! O que falar dessa que nasceu clássica, e é da minha fase preferida do Deep Purple, com David Coverdale. Perfeita e tocada de forma praticamente idêntica ao original, o que não desqualifica essa versão pois tem que ter bala na agulha para isso! Parabéns Sleepkwaler Sun, mandaram muito!

“The Gypsy”, da Duo Arcanum não só foi uma grata surpresas como ficou linda! Gente, que arranjo lindo de cordas me lembrando a atmosfera medieval do Blackmore’s Night e coisas mais épicas acústicas do Blind Guardian.

O que falar do Semblant? Uma das bandas que estão despontando não só no Brasil como no mundo, já que agora fazem parte da gravadora italiana Frontiers Music. Pesadíssima e climática versão de “Pictures Of Home”, com dueto de vozes limpos e urrados de Mizuho Lin e Sergio Mazul. Essa banda vai longe!

“Hush”, também executada de forma impecável e sem muitas mudanças, somente pelo fato da incorporação de guitarras mais pesadas também vale um destaque pois é uma delícia ouvir essa música original e aqui a sensação é a mesma! Impossível não cantarmos junto o “Na na na na” (risos).

“Perfect Strangers”, feita pelo Threesome, deu uma renovada na faixa, principalmente com a inserção de um início bem atmosférico que casou muito bem a música, dando um belo diferencial. No decorrer da música focaram mais na execução fiel da faixa, mas é nítido que o toque pessoal da banda surge em doses cavalares. Muito boa!

A Dixie Heaven pode alegar propriedade intelectual de “Ted The Mechanics”, pois patrimônio cultura é dos “omi” e da humanidade (risos). Que coisa sensacional! Sem mais palavras. Tem horas que acho que a o espírito da Janis Joplin entra no corpo da vocalista Villu Castelo. Chega a arrepiar! Sem contar o trabalho das guitarras bem arrastadas e do baixo bem na cara! Adorei!

A versão para “Stormbringer” feita pela banda Rizzi (não, em nada tem a ver com o proprietário da gravadora, por incrível que pareça), é muitíssimo bem feita, indo na linha Lacuna Coil com influências/quebradeiras antigas de Iron Maiden por toda parte. Tem como não gostar?

A cacetada Melodic Death/Black Metal (sim você leu isso!) do The Shadows Of Silence para a faixa “Pictures Of Innocence” assusta logo na primeira audição, pois ela se diferencia por completo de tudo ouvido antes. Aqui o negócio é porradaria e não é que ficou excelente? Outra grata surpresa! Senti isso somente quando ouvi “Black Night” com o Deicide (risos).

Falando de “Black Night”, o Final Disaster, outra banda que está crescendo muito atualmente, fez um trabalho brilhante em sua versão, mesmo jogando no time que ganhou de lavada, ou seja, sem muitas inovações (e precisa aqui?). Pesado na medida certa, mesclando vocais limpos e urrados.

Agora, “Woman From Tokyo”, pela Pleiades, ficou SOBERBA! Tudo que eu falar aqui será pouco. Que versão pesada, bem feita, vocal lindo, levadas impecáveis de deixar os criadores de queixo caído. Uma das melhores de todo o tributo!

Agora, a versão de “Highway Star”, da Volkana, se tivesse uma produção melhor de guitarras base, pois a banda é conhecida pelo peso característico, com certeza eu falaria melhor. Tudo bem que apostaram na execução idêntica a original e quiseram (acho) usar a mesma timbragem das guitarras do passado, mas aqui praticamente todas as outras bandas usaram e abusaram da modernidade nas timbragens. No mais, é uma faixa bacana SIM e tem seus méritos.

Fechando com chave de outro temos o Quintessente, em “Sail Away”, voltando com uma produção e guitarras modernas lá em cima, excelentes e agressivos backing vocals dão um recheio ainda mais brutal a faixa. Excelente!

Palmas a todas bandas, músicos, criadores, parceiros e organizadores desse trabalho!

Está esperando o quê para comprar também esse tributo? Quem sabe não fica pau a pau com o do Black Sabbath? Só o tempo dirá, pois vem ai também outro do Kiss e Iron Maiden.. Só emoção!

Johnny Z.

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