
Virgin Black – “Requiem – Pianíssimo” (2018)
Independente
#DoomRock, #SymphonicRock, #OrchestralRock
Para fãs de: My Dying Bride, Saviour Machine, Paradise Lost
Nota: 10
Uma longa espera, uma legião de fãs vivendo entre uma dualidade de esperança e medo, mas enfim o Virgin Black lança a peça final “Requiem – Pianíssimo” (mas que cronologicamente é a inicial) de sua obra prima chamada “Requiem”.
Pode parecer dicotômico um álbum puramente orquestral, sem guitarras, baixo ou bateria conseguir soar tão pesado e denso, mas a união de Rowan London (vocais) com a Orquestra Sinfônica de Adelaide e o Coro da Academia Stanford nos brinda com um álbum forte e intenso que mesmo em meio ao pretenso caos nos brinda com algo belo e impávido.
Mesmo que esse não seja de fato um álbum de metal, ele imputa características do estilo como poucos conseguem. A escuridão e melancolia das notas chega a ser palpável, assim como a agonia e seriedade quase que mórbida dos vocais. Aqueles que nutrem algum sentimento sobre vertentes como o gótico, doom e similares irão encontrar uma conexão simbiótica com o material apresentado aqui.
Sendo esse o ato final da carreira do Virgin Black ou não, o que sabemos é que temos ao nosso alcance um disco corajoso, sincero e cheio de alma, por mais ferida e dolorosa que ela esteja.
Márllon Matos





