VULCANO – “XIV” (2017)
Vingança Music / Renegados Records
Nota: 8,5
Completando 36 anos de existência (com algumas interrupções de atividade em alguns períodos), o Vulcano figura entre os pioneiros do Metal Extremo na América do Sul e lança em 2017 seu 14º registro. Atualmente é formado por: Zhema Rodero – guitarra, Arthur “Von Barbarian” – Bateria, Luiz Carlos – vocal, Carlos Diaz – baixo e Gerson Fajardo – guitarra.
O que se procura ao colocar um play de uma banda de Metal Extremo, leia-se Death e Thrash Metal, é aquela sonoridade agressiva, com vocais guturais impregnados de violência e letras totalmente ácidas e rebeldes, guitarras palhetadas a velocidades absurdas, com distorções mais absurdas ainda, a união bateria-baixo tocados como se fosse uma locomotiva prestes a descarrilhar em cima da sua cabeça, em músicas rápidas e curtas.
Se você procura isso, aqui tem, mas não tem “só” isso, tem claras referências a bandas clássicas do Metal, como Official Motörhead (escute os solos com atenção) e Metallica, tem a clara sonoridade de onde os caras do Sepultura beberam para forjar seu estilo e som (escute “To Kill or Die” e depois me diga), então não estranhe se achar que já ouviu isso antes.
No material distribuído para a imprensa, está o seguinte trecho:
“O tema abordado neste álbum é a aliança unilateral de um Deus para com seu povo escolhido onde a fidelidade e a fé é raivosamente cobrada com maldições, destruição, sacrifícios de sangue e cruéis castigos, um Deus vingativo e cruel que reina através do medo.”
E aqui é onde entra a rebeldia do Death/Thrash Metal, em especial, para lidar com estes temas/tabus, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, é o que mais vemos por aí “deuses” vingativos e que cobram de seus fiéis raivosamente, em dinheiro ou em sangue. E você conseguirá entender cada palavra cantada por Luiz Carlos, é o que eu mais gosto das bandas de Death/Thrash Metal mais antigas, você entende o que se canta e não tem que imaginar o que é cantado.
Resumindo, esse play trás de volta a sonoridade que solidificou a carreira da banda, que não é muito conhecida pelo grande público, mas é muito respeitada entre os verdadeiros apreciadores de Metal. Temos então um grande álbum de uma grande banda, pioneira e ousada.
Não tenho mais palavras a dizer, a não ser, COMPRE logo que sair esse play, e se acabe de tanto banguear com esses cinquentões que ainda têm muitos riffs para martelar nos nossos ouvidos.
Não farei destaques, escute todas as faixas, mais de uma vez, pois cada vez que ouvir perceberá um detalhe aqui e outro ali em cada uma delas, que haviam passados despercebidos.
Divirta-se!
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Mauro B. Fonseca





