Warlord – “Free Spirit Soar” (2024)

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Warlord – “Free Spirit Soar” (2024)

High Roller Records | Classic Metal Records
#HeavyMetal #PowerMetal

Para fãs de: Judas Priest (antigo), Cirith Ungol, Savage Grace, Grim Reaper, Angel Witch

Texto por Johnny Z.

Nota: 8,5

Após muitos anos e várias reviravoltas, a lendária banda Warlord retorna com o álbum “Free Spirit Soar”, quinto trabalho de sua carreira cheia de altos, baixos e hiatos. Esse novo trabalho é uma verdadeira cápsula do tempo que captura a sonoridade, essência e o espírito dos primórdios da banda lá no comecinho para o meio dos anos 80.

A escolha do vocalista Giles Lavery (conhecido por seus trabalhos com Jack Starr, Dragonsclaw e White Wizzard) foi certeira. Sua voz remete ao timbre do vocalista original, Jack Rucker (mais conhecido como Damien King I), trazendo uma sensação de familiaridade para os fãs mais antigos. A produção do álbum, intencionalmente nostálgica, poderia facilmente enganar qualquer um, fazendo-o pensar que foi gravado há décadas. Desde a arte da capa até os arranjos, tudo aqui é uma viagem ao passado.

O álbum abre com “Behold A Pale Horse”, uma faixa poderosa e imersiva, repleta de influências da NWOBHM, que transporta o ouvinte para os dias gloriosos do power metal americano mais tradicional. Com uma mistura de estilos, ela se destaca pela sua vibe épica e pelos teclados que criam uma atmosfera envolvente (e eu não sou muito chegado a teclados!). “Conquerors”, por sua vez, é um verdadeiro hino metálico, com riffs cavalgados e teclados (olha eles ai de novo) que evocam o charme dos anos 80, mantendo um equilíbrio perfeito entre melodia, peso e um clima bem ‘roots’.

“Worms of the Earth” traz uma tonalidade mais sombria e ameaçadora, destacando a versatilidade de Giles Lavery ao adotar uma abordagem vocal cheia de rouquidão. A faixa-título e “The Bell Tolls” mantêm o nível elevado, com seus refrãos pegajosos e uma fusão de elementos épicos impossíveis de se ignorar. O encerramento fica por conta de “RevelationXIV”, uma faixa ambiciosa e multifacetada, que mistura influências de Iron Maiden, Grim Reaper e até trilhas sonoras de ficção científica dos anos 70, encerrando o álbum com grande estilo.

O guitarrista Eric Juris (Crystal Viper) brilha em cada faixa, trazendo solos e harmonias que capturam a essência do metal clássico, ao mesmo tempo em que exploram nuances do classic rock e até do folk. Jimmy Waldo, nos teclados, adiciona uma camada extra de autenticidade oitentista, embora em alguns momentos sua presença seja um pouco exagerada, ofuscando as guitarras. Mark Zonder (ex-Fates Warning, único da formação original presente) e Philip Bynoe formam uma base rítmica sólida e confiável, que sustenta a grandiosidade das composições.

Com “Free Spirit Soar”, o Warlord finalmente entrega o álbum que os fãs esperavam por décadas. Embora o som datado – aqui não soando de forma negativa – possa não agradar a todos, principalmente os mais novos, mas aqueles que apreciam o metal clássico raíz encontrarão aqui uma joia rara e preciosa. Este álbum é um testemunho de que, mesmo após a perda de William Tsamis (guitarra) em 2021, o espírito do Warlord continua a brilhar intensamente.

Longa vida ao novo (velho) Warlord, e mais um baita lançamento da Classic Metal Records que sempre preza por trazer mais ‘classiqueira’ de qualidade para gente!

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