
Krull – “The Black Coast” (2018)
Independente
#HeavyMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Massacration, Accept, Gamma Ray, Judas Priest
Nota: 5,5
Apesar de seus vinte de existência, somente agora que o Krull lançou o seu primeiro disco completo, após algumas mudanças na formação e em seu nome. A proposta do grupo de Itú (SP) é o Heavy Metal Clássico com adições de Power Metal, tendo como influências o Judas Priest, Accept e Gamma Ray. As letras lembram a temática do Rhapsody, devido aos contos épicos e histórias de guerra, com as famosas palavras “steel”, “march”, “Valhala” e “fight”, usadas e abusadas por bandas desse estilo.
Após a intro “In the Woods”, surge a rápida “The Witch” e já é possível perceber algumas falhas como o som da guitarra baixa, só aumentando nos solos e alguns acordes de baixo que destoam, também em função de uma má equalização ou mixagem. A bateria apresenta o bumbo duplo bem alto, soando até como se fosse programada. Outro aspecto que ficou confuso são as estruturas das músicas, que mesclam muitas partes que não combinam entre si. Parece que a banda quis juntar muitas ideias, às vezes até boas, mas acabaram não sendo bem estruturadas.
Particularmente, eu achei que os vocais são os que mais deixaram a desejar, pois há uma tentativa de fazer uma algo na linha de Udo Dirkschneider e Rob halford e ficou bem ruim, soando como um grunhido irritante. Na faixa “By Steel” ainda existe uma mistura vocais graves com coros, mas quando os agudos surgem, ficam bem estranhos. Cheguei achar que era alguma paródia ao estilo, como o Massacration faz quando satiriza o Heavy Metal.
A balada “Valhalla” optou por vozes limpas, o que ajudou na ideia da música, apesar de não me empolgar tanto. “The King and the Sword” tem uma boa base de guitarra e os vocais seguem em tons médios, o que ficou legal por não forçar muito e cair mais na naturalidade, porém aparece uma voz super limpa que não agradou. A longa “The Black Coast” fecha o disco com uma intro narrativa, bons solos, bases de guitarras e no mesmo esquema de voz das anteriores.
Em suma, temos um disco confuso e bem difícil de se escutar por inteiro, mesmo para os fãs desses estilos. Acredito que a gravação tenha sido o maior problema, pois percebe se que não temos músicos ruins, basta ouvir os solos bem complexos, na linha do Dragonforce, riffs que até chegam a empolgar e uma boa linha de baixo. Então o que faltou? Provavelmente uma boa produção para oferecer uma boa estrutura e gravação de qualidade. Somando isso a um ajuste do estilo vocal, na qual busque por tons e estilo que seja confortável a sua voz, então a banda poderá amadurecer e dar uma boa forma ao seu som.
Victor Augusto





