Metal Allegiance – “Power Drunk Majesty” (2018)

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Metal Allegiance
 – “Power Drunk Majesty” (2018)

Nuclear Blast
#ThrashMetal#GrooveMetal

Para fãs de: TestamentAnthraxExodusDeath Angel

Nota: 9,5

Como dito pelo apresentador Danilo Gentili numa entrevista com Marcelo Vasco e Rafael Tavares, criadores da excelente capa do novo álbum do Metal Allegiance, esse projeto é como se fosse um “AMIGOS” do Heavy Metal. Para quem não sabe, “AMIGOS” foram shows onde os maiores artistas sertanejos brasileiros se juntavam para cantar, se divertir e etc. Pois bem, é basicamente isso, só que lá na gringa e não parou por aí, pois o projeto virou banda, inclusive tendo agora o segundo álbum oficial lançado (inclui-se na discografia, também, um EP virtual chamado “Fallen Heroes” com três faixas).

A banda “principal”, ou seja, a que foi usada como base de tudo dessa vez, ficou por conta dos fundadores do projeto, o baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater e atual uma renca de banda que nem ele sabe quantas são), o guitarrista Alex Skolnick (Testament), e os baixistas David Ellefson (Megadeth) e Mark Menghi se alterando de música para música.

Como não temos em mãos o encarte e nem um press-release mais completo informando as participações de outros músicos em cada faixa, citarei nessa resenha somente os vocalistas pois foram os únicos explicitamente citados.

Em comparação ao álbum anterior temos uma maior coesão entre as faixas e músicos, muito mais peso e groove, sem tanto experimentalismo, ou seja, o negócio aqui é Thrash Metal estilo Exodus e Testament, com a rifferama socando a sua cara durante TODAS as dez faixas com uma produção moderna e excepcional lembrando muito os últimos álbuns do Exodus por conta da energia e timbragem emanada. Alias, a energia aqui é algo ignorante e se você por acaso escutar no carro quem estiver na rua achará que você é um retardado se batendo no volante. Experiência própria (risos).

Por incrível que pareça, a faixa mais “meia boca”, por conta do andamento mais lento e arrastado, do álbum é boa pra cacete e tem “apenas” Max Cavalera (ex-SepulturaSoulflyCavalera Conspiracy) cantando! Imaginem as outras! É pedrada em cima de pedrada!

Meus destaques pessoais ficam para a totalmente Anthrax “Bound by Silence”, com o incrível John Bush (Armored Saint, ex-Anthrax) nos vocais, a porrada groovada de “Mother of Sin” com Bobby “Blitz” Ellsworth (Overkill) esganiçando maravilhosamente como costume nos vocais, “Terminal Illusion” com Mark Tornillo (Accept) onde mostra como seria o Accept se fosse mais Thrash Metal (puta merda, que coisa linda isso aqui!!!), na excelente “King with a Paper Crown” com Johan Hegg (Amon Amarth), pra variar, arregaçando, e “Liars & Thieves” com Troy Sanders (Mastodon) onde nessa o groove e os riffs saltam e cortam sua garganta como um machado.

Outros destaques ficam por conta do belíssimo trabalho de Mark Osegueda (Death Angel) e Floor Jansen (Nightwish), que juntos cantam as duas partes da faixa que dá nome ao álbum e fecha com chave de ouro. Muito bacana ouvir a Floor cantar em algo mais pesado!

O grande destaque MESMO vai, além das composições, para Alex Skolnick que aqui deu um aula não só de solos, mas em guitarras bases, riffs e melodias de base. Se no Testament ele só grava os solos, aqui se mostrou um MONSTRO na base também! Fica esperto Eric Peterson!

Se gosta de peso, muito peso das guitarras, algo mais bem trabalhado e produzido, ou seja, um Thrashão moderno e vibrante, eis o disco do ano. O meu é! E que venham mais discos e mais shows com essas e outras feras que sempre pintam nos shows!

Johnny Z.

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