
Grusom – “II” (2018)
Kozmik Artifactz
#HeavyMetal, #PsychedelicRock, #StonerRock
Para fãs de: The Ugly Kings, The Age Of Truth, Demonauta
Nota: 7,0
Svendborg é uma cidadezinha de pouco mais de 40 mil habitantes — menos da metade da população do bairro em que moro no Rio de Janeiro — localizada na região central da Dinamarca. É de lá que vem o Grusom, sexteto formado em 2013 cujo som está situado no meio do caminho entre o heavy tradicional, pangeico, e uma psicodelia emulada sem o auxílio de substâncias ilícitas. Na dúvida, classifica como Stoner Rock que não tem erro.
Neste seu segundo trabalho, convenientemente intitulado “II”, mantém-se a fórmula de eficácia previamente comprovada: canções de alto caráter experimental nas quais o alicerce é estabelecido no bom e velho guitarras, baixo e bateria — tudo soando muito cru, exageradamente vintage —, deixando os confeitos por conta Peter Pørtner, tecladista da escola de Jon Lord, que em sua excepcional coadjuvância, vez ou outra assume o papel de destaque por aqui.
Vale mencionar também o diferencial na forma do vocalista Nicolaj Hoffmann Jul: na contramão daqueles que tentam a todo custo imitar o castrato Robert Plant ou vociferar como um homem das cavernas, o frontman do Grusom canta como se estivesse à margem do rio Wishkah ou como se buscasse a aprovação de Layne Staley e Chris Cornell. Estando o médium de folga hoje, confie na palavra deste resenhista: você está no caminho certo, cara!
Marcelo Vieira





