
Witherfall – “A Prelude to Sorrow” (2018)
Century Media Records
#HeavyMetal, #ProgressiveMetal
Para fãs de: Nevermore, Sanctuary
Nota: 9,5
Quem acompanhou mais atentamente a cena Heavy Metal em 2017 não teve como deixar de reparar o surgimento de uma banda inovadora e original, apesar de claramente influenciada por Nevermore, e de incrível capacidade técnica de seus músicos. Não ficando só nisso, transformou o seu primeiro registro “Nocturnes and Requiems” (2017) em um dos mais aclamados lançamentos daquele ano. Não a toa, a banda de forma quase que imediata foi convidada e integrar o cast de bandas do “70000 Tons of Metal Cruise” que reuniu nomes de peso (em todos os sentidos) no último mês de fevereiro.
O vocalista/tecladista Joseph Michael e o guitarrista Jake Dreyer compuseram o álbum ainda em 2016, quando o amigo baterista estava muito doente e posteriormente, veio a falecer, sendo este fato, relevante para parte do álbum como um todo. Portanto como o próprio título sugere, as letras são sombrias e obscuras.
Trabalhando durante meses no estúdio quase 15 horas por dia, o disco mostra por completo, o quanto uma banda nova pode ter comprometimento com seu futuro e almejar elevar seu nome entre os gigantes do estilo musical que tanto amamos. Definitivamente, o Witherfall está no caminho certo.
“A Prelude to Sorrow” musicalmente falando, não difere muito do álbum anterior. Porém, é notável a maior preocupação com as parte líricas, e com a mixagem e masterização a cargo do renomado Chris ‘Zeuss’ Harris (Rob Zombie, Queensryche), todos os detalhes dignos de um grande time foram devidamente entregues. Ouça por exemplo, a longa “We Are Nothing” e veja que uma obra prima do metal nasceu, especialmente a partir da marca de 8:30s, onde a parte instrumental dignas de bandas como Machine Head por exemplo, o farão dar um repeat no seu reprodutor de áudio por diversas vezes. O timbre vocal de Joseph Michael está quase que idêntico ao de Tim Ripper Owens. Outros petardos como “Moment of Silence”, “Shadows” e “Maridian’s Visitation” darão ao ouvinte a sensação de que o Nevermore não acabou, e um substituto a altura deu sinal de vida.
O que você irá encontrar, caro ouvinte, é um álbum de Power Metal que beira a perfeição e só não leva nota máxima, por ter aquelas famosas malfadadas vinhetas que nada acrescentam e apenas ocupam espaço, e que aqui atendem pelos nomes “The Call” e “Epilogue”. Esse aqui com toda a certeza figurará na lista de melhores do ano de muita gente por aí, inclusive na minha. Pra curtir sem parcimônia!
Mauro Antunes





