Denial of Light – “The Terminal Hour We All Fade” (2019)

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Denial of Light – “The Terminal Hour We All Fade” (2019)
Independente
#DeathDoomMetal#BlackDoomMetal#DarkMetal

Para fãs de: Sonus MortisVallenfyre, Dolorian

Nota: 8,0

O Doom Metal nacional não deve, assim como nunca deveu, nada a qualquer banda “gringa” que seja, temos bandas geniais, verdades pilares dentro do gênero, admiradas, respeitadas e influentes. Em 2018 houve uma enxurrada de ótimos lançamentos, seja por bandas já consagradas, como: Scarlet Peace, Imago Mortis e HellLight, seja por nomes mais jovens, como Beholder’s Cult, Netuno Doom e Ode Insone. Ao que tudo indica, 2019 será mais um grande ano, bandas inspiradíssimas já começaram a lançar seus trabalhos, vide Void Tripper e Pesta, e junto a elas, chega a paulistana Denial Of Light, que inicialmente atuava como banda (no sentido amplo), mas que por revezes diversos, passou ao formato “one-man band”, e que fique claro, a qualidade musical da mesma não sofreu alteração alguma.

“The Terminal Hour We All Fade” vem com o rótulo de Death/Doom Metal, mas acredite, o que ouvimos aqui vai bem além de um “simples” rótulo, aliás, mania esdrúxula essa de rotular música e enquadra-la num gênero “x” ou “y”, enfim, um mal quase necessário, o álbum tem sim suas porções Death e Doom Metal, mas elas não atuam sozinhas, vindo incrustadas de elementos de Gothic, Crust, Dark e Atmospheric Black, outro fator importante, são as letras, que fogem da usual melancolia e tristeza, abordando temas como; vícios, traumas, negação religiosa e luto numa perspectiva mais filosófica e “real”, ou seja, “The Terminal Hour We All Fade” é rico tanto em sonoridades, quanto em informações.

A produção é “seca” e um tanto ríspida, remetendo aos trabalhos do Amarna Sky, Wraith Of The Ropes e até mesmo, Septicflesh (disco “Revolution DNA”). O trabalho das guitarras também chama a atenção, com bons riffs e trechos melódicos de muito gosto, e é justamente nas guitarras que a influência de Gregor Mackintosh (Paradise Lost/Vallenfyre) fica evidente, mostrando que muitas vezes criar algo totalmente novo não se faz necessário, melhor que isso, é fazer a lição de casa com esmero e Arth Grave é daqueles pupilos que enchem de orgulho seus respectivos mestres.

Destaque para as faixas: “Borderline”, “In My Pale Heart”, “In Silence We Decay”, “Morphine”, “No Will To Strive” e “The Terminal Hour We All Fade”.

Enfim, um bom trabalho de estréia, honesto, sincero e até mesmo inocente, o único pormenor fica por conta das faixas, algumas muito semelhantes entre si. Num mar de bandas mais preocupadas com rótulos e pose, ouvir Denial Of Light chega a ser um alívio, que venham mais discos.

Fábio Miloch

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