
Amon Amarth – “Berserker” (2019)
Metal Blade Records | Hellion Records Brazil
#MelodicDeathMetal, #VikingMetal, #HeavyMetal
Para fãs de: Arch Enemy, Nightrage, Hypocrisy, At The Gates
Nota: 8,0
Para aqueles que diziam que os vikings suecos sempre lançavam o mesmo álbum, eis que “Berserker” chegou para mudar definitivamente esse pensamento errôneo.
Aquela agressividade e brutalidade do Death Metal de antigamente está presente só que em bem menor intensidade e dando maior espaço para a musicalidade mais melódica do Heavy Metal a lá Iron Maiden. Isso é claramente notado nas guitarras (belíssimos duetos, guitarras gêmeas e solos bem mais técnicos e encorpados) e nos andamentos ao longo das 12 faixas aqui presentes. Talvez isso seja um “complexo” de Arch Enemy por estar na posição onde está, leia-se na boca do povo? (risos)
Alguns fãs mais antigos podem vir a sentir falta dessa característica, e eu me incluo nessa leva, mas ao mesmo tempo eu apreciei essa devolutiva mais clássica.
Não temos faixas como por exemplo “Death In Fire”, “Pursuit Of Vikings” ou até mesmo uma mais recente como “Raise Your Horns” com aquele peso descomunal e riffs que pareciam marteladas em nossos crânios, mas a musicalidade fluiu muito bem!
Claramente que, após “Deceiver Of The Gods” (2013), a banda resolveu apostar mais nessas influências, não é a toa que foi gravado o EP “Under The Influence” (presente nas edições deluxe do referido álbum), onde a banda gravou 4 faixas totalmente influenciados em seus ídolos AC/DC, Judas Priest, Motörhead e Black Sabbath. Só que em “Jomsviking” (2015), álbum seguinte, ainda imperava a brutalidade em maior proporção.
“Berserker” é um álbum ruim? Jamais! Nunca! Infinitamente longe disso, mas como disse acima, é mais voltado para o Heavy Metal e não dá para dizer que isso possa soar ruim! Ninguém é louco para dizer isso.
A ótima produção de “Berserker” poderia ter dado uma brutalidade e maior peso nas guitarras? Quem sabe, mas acho que realmente a sonoridade apresentada foi pensada para ser dessa forma.
Destaco a faixa de abertura “Fafner’s Gold” que empolga muito pelo seu andamento mais acelerado lembrando faixas de “Surtur Rising” (2011), o primeiro single “Crack The Sye”, que lembra bem levemente o ritmo de “Pursuit Of Vikings” nas guitarras bases em certos momentos, a até que bem agressiva “Mjölner, Hammer of Thor”, a empolgante “When Once Again We Can Set Our Sails”, a porradaria de “Skoll And Hati” e a melhor de todas “Shield Wall”, essa sim com pegada, punch e refrão astronômico.
A cadencia e o lado mais épico aparecem em faixas como “Ironside”, “The Berserker at Stamford Bridge” (meio chatinha essa) e “Into The Dark”.
Não dá para terminar essa resenha sem aplaudir de pé o trabalho do atual baterista, Jocke Wallgren, que se mostrou um monstro!
Para finalizar, um ótimo álbum SIM, mas que os apreciadores de um metal mais “de boa” curtirão com todas as forças e que alguns fãs mais “esporrentos” ficarão com um pé atrás, nada mais que isso.
Johnny Z.





