
Derdian – “DNA” (2018)
King Records
#SymphonicMetal, #PowerMetal
Para fãs de Sonata Arctica , Rhapsody Of Fire , Stratovarius
Nota: 9,0
Antes mesmo de verificar a formação da banda se a mesma possuía ou não um tecladista de ofício, a certeza de que havia de fato um ser humano por trás das teclas era palpável. Os italianos do Derdian demonstraram por A + B que o Power e o Symphonic Metal soam muito melhor quando é destinada uma atenção especial para a função de tecladista. No mais recente disco, “DNA”, o sexteto apresentou um longo trabalho (13 faixas, 1h06 minutos) com muitos solos, riffs melódicos, velocidade e arranjos (com teclados evidentes, claro) que colocam a parte instrumental do disco em destaque.
Marco “Gary” Garau, o elogiado tecladista, dá as caras logo no começo na música que leva o mesmo título que o disco e em “False Flag Operation”. Enquanto a primeira traz pedal duplo e uma linha melódica como guia, a segunda recalibra para um registro mais lento e evidencia o vocalista Ivan Giannini, dono de uma interpretação enérgica, embora não exceda às expectativas.
Outro grande mérito do disco é se reinventar na questão dos timbres: gaita de foles, lead de sintetizador, cravo, piano, tudo isso conversando amistosamente. Assim, essa espécie de mistura entre Rhapsody e Sonata Arctica traz bons frutos como “Red and White”, com um excelente refrão que faz da música uma das melhores do álbum. Já “Fire From the Dust” arrisca umas levadas mais elaboradas na bateria, mostrando mais uma vez a força do instrumental.
Por fim, “DNA” é um grande disco que não tem medo de usar elementos tradicionais para fazer música boa. O cuidado com os arranjos e a elaboração dos riffs agrada muito e, tirando a difícil missão de emplacar um hit, os italianos podem se orgulhar de terem produzido um trabalho que alia o melhor do Power e do Symphonic, esses dois subgêneros que tantos bons resultados já geraram.
Gustavo Maiato





