
Timo Tolkki’s Avalon – “Return to Eden” (2019)
Frontiers Music | Shinigami Records
#SymphonicMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Stratovarius, Sonata Arctica, Celesty
Nota: 8,5
Espécie de Avantasia-Finlandês, o projeto Avalon, do eterno ex-Stratovarius Timo Tolkki chegou em seu terceiro disco, intitulado “Return to Eden”, alternando entre o Power Metal clássico que consagrou o guitarrista e algo mais cadenciado que funcionou muito bem nos discos anteriores do projeto. Dessa vez, acompanhado de cinco vocalistas (destaque para a multiuso Anneke Van Giersbergen, do VUUR, ex-The Gathering, Ayreon, entre muitos outros), o disco tem momentos bastante positivos, principalmente no single “Promises”, com todos os trejeitos de sua ex-banda mais famosa.
As músicas mais alinhadas ao “pop metal” são um tanto quanto água com açúcar, não arriscam e nem petiscam. Ficam nesse hall o hit que dá nome ao disco, “Now and Forever”, “Miles Away” e “Hear My Call”, essa sabendo explorar todo o potencial do timbre de Anneke. Outra cantora que brilha no disco é a italiana Mariangela Demurtas (Tristania) que tem seu destaque na balada “Godsend”. Da parte masculina, Todd Michael Hall (Riot V) é o destaque não só por protagonizar o single, mas por trazer um tipo de voz mais grave que não estamos acostumados a ouvir associada ao ex-companheiro de Timo Kotipelto.
A tentativa de acalmar os ânimos em relação ao frenesi de notas que vemos nos discos que marcaram a carreira de Timo Tolkki é válida, mas perdeu a força em relação aos discos anteriores do Avalon, onde víamos beldades como “Enshrined In My Memory”, com Elize Ryd (Amaranthe). Dessa vez, o que funcionou mais foram as músicas mais rápidas mesmo, talvez o finlandês esteja voltando a acertar a mão para esse tipo de composição.
Esse formato de mini-Avantasia surpreendeu no Avalon, mas talvez tenha chegado a hora de estabelecer um vocalista e um formato, para dar consistência ao grupo e tirar essa roupagem de “projeto paralelo”. A criatividade para melodias está lá e o prestígio de Timo Tolkki pode fazer com que o Avalon caminhe para a frente, mas isso vai depender da postura do finlandês e como será o direcionamento: aposta no Power tradicional ou nas quase-baladas melosas (que aparentemente estão pedindo para ter menos espaço).
Gustavo Maiato





