Hammerfall – “Dominion” (2019)

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Hammerfall – “Dominion” (2019)
Napalm Records | Hellion Records Brazil
#HeavyMetal#PowerMetal

Para fãs de: AcceptHelloweenManowar

Nota: 9,0

Em seus dois últimos trabalhos, “(r)Evolution” (2014) e “Built to Last” (2016), o Hammerfall ensaiou uma espécie de volta ao estilo que o consagrou em seus primeiros álbuns. Claro que o grupo nunca abandonou de vez o estilo, mas também procurou incorporar a sua sonoridade momentos mais pesados e porque não dizer, mais sombrios, como foi o caso do irregular e criticado “Infected” (2011). Mas agora, com o ótimo “Dominion”, o quinteto parece ter assimilado bem que, por mais clichê que isso possa soar ou até mesmo realmente ser, o Power Metal do grupo tem que ser assim. Melódico (sem exageros), com guitarras pesadas, deixando aquela veia “acceptiana” da banda mais exposta.

Joacim Cans (vocal), Oscar Dronjak (guitarra), Pontus Norgren (guitarra), Fredrik Larsson (baixo) e David Wallin (bateria) resgataram aquilo que a maioria dos fãs esperavam: o jeito Hammerfall de fazer Heavy Metal! E isso já fica claro na primeira faixa, a contagiante e grudenta “Never Forgive, Never Forget”, com aquele andamento característico, Power Metal veloz e melódico, com um refrão que logo após a primeira audição não sai mais da cabeça como nos bons e velhos tempos. Na seqüência, a faixa título, pesada, na melhor escola Accept de ser. Andamento cadenciado, cozinha ditando o ritmo e com uma ótima performance de Joacim. “Testify” mostra um lado mais metal tradicional, enquanto que “(We Make) Sweden Rock” traz uma homenagem às bandas suecas, como o próprio nome da faixa entrega. Outra faixa que traz todas as características do grupo.

Podemos destacar ainda a balada “Second to One” que mantém a mesma linha e tradição de faixas como “I Believe” e “Remember Yesterday”, presentes nos dois primeiros álbuns da banda, “Scars of a Generation”, outra faixa que resgata aquela pegada bem típica da banda, “Dead by Dawn”, um momento pesado com destaque para a dupla Oscar e Pontus, que parecem ter se encontrado de forma definitiva, mostrando um entrosamento perfeito, “Bloodline”, tipicamente Hammerfall e “Chain of Comand”, uma das melhores, com uma cara bem tradicional.

Obviamente, que os fãs “die hard” não vão concordar comigo, mas “Dominion” é, com certeza, o melhor trabalho do Hammerfall desde “Crimson Thunder” de 2002. Mesmo que a banda não tenha lançado trabalhos ruins (exceção ao já citado “Infected”), a verdade é que finalmente o grupo voltou a fazer de forma mais do que satisfatória aquilo que fazia lá atrás: Power Metal de extrema qualidade!

Sergiomar Menezes

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