SuuM – “Cryptomass” (2020)

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SuuM “Cryptomass” (2020)
Seeing Red Records
#DoomMetal

Para fãs de: Reverend BizarreSolitude AeturnusSpiritus MortisCandlemass

Nota: 10

Tragédia, desgraça, condenação, fatalidade, ruína e tormento são algumas das literais traduções que existem para a palavra “Doom”, palavras essas que bem definem, o subgênero, Doom Metal – também marcado pela morosidade e peso absurdo.

Em fevereiro de 1970, mais especificamente, numa sexta-feira 13, era lançada, aquela que é tida como a pedra angular do mesmo: Ozzy, Iommi, Geezer e Bill Ward jogavam sobre o mundo a primogênita maldita semente, o álbum, “Black Sabbath”, influência direta em 11 de cada 10 bandas de Doom, Stoner e demais variações.

Os italianos do SuuM iniciaram suas atividades em 2017 e já no ano seguinte fizeram sua estréia com o
fabuloso, “Buried Into The Grave”, trabalho esse que reunia os traços típicos da escola italiana à gênese do já citado Black Sabbath e outros vultos do quilate do Reverend Bizarre.

“Cryptomass”, é a segunda ode à ruína escrita pelo SuuM, agora sob a tutela da Seeing Red Records: um senhor disco de Doom Metal tradicional, sem apelos a clichês modernos – épico por seu peso, macabro e obscuro, como poucos discos lançados nesses dias de “som lento desconstruído” e “qualquer coisa diga que é Post-Metal que os hipsters compram.”

“The Silence Of Agony”, “Creatures From The Vault” e a faixa título, fazem do disco uma peça obrigatória aos amantes de riffs em “slow motion”, mas não para por aí, suas sucessoras: “Funeral Circle” e “Burial At Night” acrescentam uma aura épica e triunfante ao disco. Altamente indicadas aos fãs de Monasterium e Evangelist.

Debochando da lenda que diz que ótimos álbuns se findam de forma morna, o SuuM manda nos minutos finais a musculosa e macabra, “Reaper Looks In Your Eyes” – faixa perfeita para celebrar o meio século de existência do Doom Metal.

As palavras ditas no primeiro parágrafo traduzem o que é “Doom”, mas caso você queira realmente saber o que o mesmo significa, em termos de som, ouça “Cryptomass”, um álbum imperdível, como há muito não se ouvia.

Fábio Miloch (Colaborador)

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