
Darker Half – “If You Only Knew” (2019)
Massacre Records
#ProgressivePowerMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Dream Theater, Symphony X, Nevermore
Nota: 8,5
O Darker Half é uma daquelas bandas que podem até não ser Prog, mas tem alvará para ser caso queiram um dia. O quarto disco dos australianos, “If You Only Knew”, é essencialmente um disco de Power Metal daqueles com menos velocidade e mais melodia. Quem mais trabalha aqui é o vocalista Steven “Vo” Simpson, já que a essência da composição da banda são as linhas vocais. O instrumental via ganhando força ao longo do tracklist e músicas como a longa “Sedentary Pain” justificam a primeira frase do parágrafo. Ademais, o disco apresenta uma coesão bem forte, com refrão onde o bumbo marca o tempo e o vocal melodioso e agressivo de Simpson arrebata o ouvinte, como em “Emptiness Unobstructed” do Nevermore ou alguma daquelas músicas mais simples do Dream Theater.
Começando o tracklist, “Glass Coloured Rose” entra direto no verso desembocando num refrão melodioso. A voz de Simpson traz aquele tom épico e agressivo na medida certa. Já “Falling” resgata um instrumental estilo Iron Maiden ou Helloween com guitarras dobradas agudas e bateria cavalgada. Outra boa pedida. “If You Only Knew”, que dá nome ao disco, muda o jogo e entra em campo uma balada calcada nas guitarras limpas em arpejo. Além disso, Simpson vem cantando mais grave no refrão, com um quê de gótico. Mais para o meio, “The Bittersweet Caress” começa com o melhor riff de guitarra do disco, ao estilo “Powerslave” (Iron Maiden). A música tem uma pegada diferente das demais, mais enérgica e pesada, mas sem destoar da proposta.
O Darker Half mostrou em “If You Only Knew” bastante personalidade ao comprar uma sonoridade acertada que permeia o disco. Talvez o lado Prog pudesse ser um pouco mais evidente, com mais solos e passagens instrumentais mais ousadas. O disco, porém, não passa desapercebido e pode carimbar o passaporte da banda para um nível de reconhecimento acima. Afinal, não é todo dia que vemos um disco que bebe do Prog fundamentar sua sonoridade nas linhas vocais. Se por um lado esse flerte deixou o gostinho de quero mais em relação a solos, compassos estranhos etc, por outro lado pode se tornar uma marca registrada.
Gustavo Maiato





