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Marrowfields – “Metamorphoses” (2020)

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  • Por Johnny Z.
  • 13/07/2020
  • 11:38 am
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Marrowfields – “Metamorphoses” (2020)
Black Lion Records
#AtmosphericDoomMetal, #AtmosphericBlackMetal, #PostMetal, #DoomMetal

Para fãs de: Grief Collector, Godthrymm, Alkymist, The Fateful Hour, Akelei

Nota: 9,0

O Doom Metal cada vez mais eclético e mais e mais, sendo posto em evidência. O “gênero maldito” está a crescer e conquistar o seu espaço e seus privilégios. Bandas e mais bandas surgem a todo instante e em todas partes – experimentos, cruzamentos sonoros, doses de loucura e coragem do mesmo uma espécie de amorfo (mas uniforme dentro das possibilidades)

O Marrowfields pratica uma vertente do Doom Metal que vem ganhando cada vez mais nomes e adeptos, o Atmospheric Doom – aquele onde o característico e obrigatório peso continua imutável, mas é somado à ambientações densas, evocativas e dilatáveis.

“Metamorphoses” é o seu primeiro registro, lançado de forma oficial através da Black Lion Records.
Dois pontos saltam à percepção logo nos primeiros segundos de audição: Primeiro; por ser um registro inaugural, ele conquista por soar maduro e coeso, as faixas são solidamente pesadas, melódicas e muito bem definidas em suas pretensões. O acabamento é dos melhores e a produção idem. Segundo; ele nada mais é que um conglomerado de sonoridades – que, desenvolvem-se bem quando juntas – em equilíbrio e sem arestas.

O álbum apresenta e segue um único caminho, mas em seu decorrer surgem outras trilhas e direções ou seja é um Doom Metal fiel às raízes, mas portador de diversas fusões e contrastes – numa raiz que torna-se tríplice; indo do gênero fidelizado a algo moderno e bem trabalhado, com adições de Post-Metal e vias que levam a um ambiente musical obscuro, intenso e volumoso.

Em cinco longas composições transitivas e repletas de derivações, onde cada uma delas possui os seus próprio atributos. Os destaques imediatos ficam para as três primeiras faixas: “The Flood” – dinâmica, parcialmente direta e harmônica; “Crow And Raven” – cujas expressões se guiam pelo tradicional, embora ainda tenha abertura à paisagens instrumentais e contrastes melódicos; e “Birth Of The Liberator” – de peso arquitetônico, além de referências óbvias ao Sludge e Post-Metal.

A faixa titulo é uma vastidão atmosférica, transitiva e estruturalmente rica. Ouso dizer que, talvez seja ela a peça chave do disco, a sua dissertação. A derradeira faixa, “Dragged To The World Below” – é um oceano de informações musicais, riffs, tempos e variações; robusta, mas não uniforme, quilométrica e marcada pela versatilidade criativa da banda “Metamorphoses” é um disco de estréia de alto nível, repleto de predicados e consistente do início ao fim. Poderoso em todas as suas dimensões.

Fábio Miloch

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