Pyramaze
– “Contingent” (2017)
Ulterium Records | Inner Wound Recordings
Nota: 8,5
Esqueçam aquele Pyramaze antigo onde abordavam uma sonoridade mais melódica e mais “pomposa”. Aqui eles investiram a fundo num Power Metal mais ganchudo, pesado e de gente grande. Não estou dizendo que os primeiros álbuns eram ruins, pelo contrário, eram riquíssimos e excelentes, mas para meu gosto era melódico demais, com todo respeito aos fãs de teclados em excesso ou cafuné em demasia (risos).
Desde “Immortal” (2008), terceiro álbum dos dinamarqueses, a banda incorporou em seu som o peso do Power Metal mais moderno e a rifferama mais “na cara”, me cativando totalmente. Ok, Ok, a presença de Matthew Barlow) (ex-Iced Earth) em “Immortal” foi o que me fez gostar definitivamente da banda, assumo. Pena que só gravou esse álbum, mas enfim, voltemos ao Pyramaze.
No álbum anterior à “Contingent”, o ótimo “Disciples Of The Sun” (2015) essa proposta mais pesada veio para consolidar a ótima fase criativa que a banda passa no momento. Sim, os teclados de Jonah Weingarten continuam só que de uma forma mais amena em favor da melodia e, junto com o peso já citado souberam definir seu som para algo mais forte e mais vistoso sem perder a beleza criativa de suas composições. Ponto para eles!
A mais recente formação foi fundamental para essa solidificação e crescimento musical e na audição das 13 faixas de “Contingent” fica claro que o time só vai colecionar vitórias daqui por diante, só basta saber como promovê-lo da melhor forma.
Terje Harøy, atual vocalista e que gravou, também, o álbum anterior, faz um belíssimo trabalho e seu vocal me lembrou em muito Apollo Papathanasio (Spiritual Beggars e ex-Firewind). Potência, grave, agudo e drive na medida certa! Grande cantor! Prestem atenção nesse cara!
“Kingdom Of Solace”, “Star Men”, “Word Divided”, são alguns ótimos destaques. Enfim, produção cristalina, peso, melodia, muita riqueza em detalhes por conta dos toques progressivos e, principalmente, alma faz com que a audição desse álbum se torno prazer total!
Ah, e que bom que deixaram o lado ‘Lullabye Stratovarius felling’ para trás 🙂
Johnny Z.





