Ashes Of Ares – “Emperors And Fools” (2022)

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Ashes Of Ares“Emperors And Fools” (2022)
ROAR – Rock Of Angels Records
#HeavyMetal, #ProgressivePowerMetal, #PowerMetal

Para fãs de: Iced Earth, Nevermore, Control Denied

Nota: 10

“Emperors And Fools”, terceiro álbum da dupla Matthew Barlow e Freddie Vidales, ambos ex-Iced Earth, no Ashes Of Ares foi precedido pelo EP “Throne Of Iniquity” de três músicas, sendo uma delas a faixa título e outros dois belíssimos covers exclusivos desse lançamento para “25 Or 6 To 4” (Chicago) e “Dust In The Wind” (Kansas), onde essa última simplesmente tirou lágrimas deste redator por conta da interpretação deslumbrante de Barlow. Escutem essa faixa e sintam um arrepio na espinha! Vale lembrar que em todos os lançamentos o músico e amigo Van Williams, ex-Nevermore, foi o responsável pelas baquetas e uma pena ele não fazer parte oficialmente da banda como era no início, daria uma cara mais certeira de banda mesmo, não que não seja.

Vamos ao álbum. Falar que esse é o melhor trabalho entre todos lançados pela banda não é uma tarefa fácil, pois os três álbuns possuem uma certa similaridade entre si, sempre apostando na qualidade obviamente, mas na MINHA OPINIÃO como fã, e após ouvir umas trezentas vezes, creio que “Emperors And Fools” é o melhor dos três por ser mais técnico, harmoniosamente mais dinâmico, pesado e com uma fluidez mais encorpada.

Freddie está muito mais solto e mais técnico dessa vez, tanto nas linhas de guitarra e baixo como também nas composições, e Barlow dispensa comentários, o cara simplesmente é na MINHA OPINIÃO o melhor vocalista de Metal na atualidade – junto com Tim “Ripper” Owens (mesmo sendo completamente diferentes entre eles) – e nem venham me chamar de ‘fanboy’ e o cacete por razões óbvias (para quem não sabe eu mantenho uma página sobre Iced Earth e relacionados há mais de 18 anos e sou amigo de todos os caras). Barlow tem potência, tenacidade, classe, alcance, sentimento, feeling, enfim, tudo!

“A City In Decay” abre o álbum com uma introdução belíssima e épica no teclado numa mescla de introduções de filmes como Senhor dos Anéis, O Hobbit e super heróis da Marvel a cargo de Jonah Weingarten, parceiro de Barlow no We Are Sentinels e ex-parceiro de Pyramaze. “I Am The Night” já entra com os dois pés no peito e andamento rápido, cheio de fúria lembrando coisas do “The Dark Saga” (1996) e “Something Wicked This Way Comes” (1998), ambos do Iced Earth com Barlow (ah vá! Jura?). Belíssima e furiosa interpretação de Barlow e um solo soberbo de Freddie que já mostra logo na primeira faixa o que falei anteriormente, sem contar seu baixo como estilingue. Excelente faixa com Van William sentando o braço!

Interessante nota que Ashes Of Ares é indicado a quem escuta/gosta de Iced Earth, mas ambos são nitidamente diferentes. No Ashes Of Ares a sonoridade é mais puxada para o Progressive Metal, já no Iced Earth é mais calcado no Heavy/Thrash com peso dos riffs e palhetadas abafadas. Se bem que, nos álbuns “Framing Armageddon” (2007) e “The Crucible Of Man” (2008) tínhamos esse lado épico e até progressivo em suas músicas, bom chega de ficar comparando (risos).

“Our Last Sunrise” tem seu início que nos remete rapidamente a “Eagle Fly Free”, do Helloween, mas logo depois isso desaparece entrando numa vibe mais Power Metal épico de respeito que fará o público gritar alto “We’ll Fight!” e seu refrão poderoso. Na sequência temos “Primed”, com seu início mais calmo e cadenciado com um belíssimo trabalho de baixo fretless de Freddie, mas o jogo vira numa outra cacetada cheio de vocalizações, backing vocals, quebradeiras e tudo que caracteriza o som da banda: técnica! Outro solo bombástico de Freddie, não posso esquecer disso!

O peso sujo de “Where God Fears To Go” mantem o ritmo acelerado, épico, cheio de bumbos duplos, camadas e mais camadas de vocais de Barlow – característica que ele usa há anos com ímpeto, diga-se de passagem – e adivinhem? Mais um BAITA solo de Freddie. Van Williams aqui também dá um show! A faixa-título traz um pouco de respiro ao ouvinte por conta do seu lado acústico, cheias de dedilhados e vocais suaves numa espécie de semi balada que vai crescendo com o seu desenvolvimento. Ora pesada, ora mais trabalhada traz um belíssimo trabalho de baixo e uma aula de interpretação de Barlow. Simplesmente linda!

“By My Blade”, como o próprio nome já escancara, é uma cacetada mortal, agressiva e feita para aquela parte dos shows onde os fãs perdem a linha (risos). Pesadíssima! Já “What Tomorrow Will Bring” vêm para acalmar o ouvinte? Ledo engano! Seu início calmo e progressivo até engana, mas depois entra uma vibe meio “For Whom The Bell Tolls”, do Metallica, com outros belíssimo trabalhos de todos! Uma das melhores do álbum, com certeza! E você que parou por aí? Temos “The Iron Throne”, impactante, épica, pesadíssima, cheia de quebradeiras e tipicamente metal em sua essência é outro grande destaque e que conta com um belo solo de Wiley Arnett (Sacred Reich) como convidado! Não preciso dizer o que Barlow faz aqui, não é? (risos)

“Gone” é a “balada” pesada do disco, cheia de sentimento e feeling com os vocais cheios de emoção e sentimento característicos de Barlow que entram na espinha do ouvinte. Tudo que eu escrever aqui não vai condizer com a realidade. Essa música é simplesmente LINDÍSSIMA, daquelas que dá vontade de pegar o carro e dirigir sem rumo por uma estrada só pensando na vida. Palmas aqui é pouco! Ok, é a “Watching Over Me” do Ashes Of Ares, desculpem-me, mais precisei dizer isso (risos). “Thronre Of Inquity”, já conhecida e lançada no EP anterior, vêm como marteladas no ouvinte, onde o destaque maior – mais uma vez – vai para os tons e alcances de Barlow. Jesus Cristo, ele não é humano! (risos)

Fechando esse estupendo trabalho temos simplesmente a cereja do bolo: “Monster’s Lament”! Sim meus caros, o que muitos queriam (eu queria e muito) aconteceu: Tim “Ripper” Owens e Matthew Barlow cantando juntos numa música! Preciso dizer que o coração do “abiguinho” aqui quase parou? Uma cacetada climática pesadíssima de mais de 11 minutos de arrancar o pescoço que contem também a participação do guitarrista brasileiro Bill Hudson e do tecladista Brian Trainor. Simplesmente sensacional!

É ou não é o melhor álbum dos três? Para mim é disparado!!! Obrigado meus amigos Matt e Freddie por mais um brilhante trabalho que mesmo estando em janeiro já está na minha lista de melhores do ano!

Johnny Z.

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